sexta-feira, 31 de julho de 2009

VW Passat 1978



Uma imagem



Michael Schumacher, logo após confirmar que ocuparia o assento da Ferrari F60 de Felipe Massa, "alugou" um F2007, de propriedade de um colecionador, e foi para o circuito de Mugello "aposentar a aposentadoria" e "desenferrujar"

Método eficiente para transportar pneus na moto



2010 Ford Mustang by Ford Racing Performance



Barmóvel

Imagine sair com os amigos para beber e levar o bar para dar uma voltinha? Estranho?

Nas ruas de Amsterdã, na Holanda, é possível encontrar bares ambulantes, conhecidos como Fietscafe, que garantem diversão enquanto os clientes pedalam pelas ruas da cidade.



A ideia já se espalhou por diversos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, ganhou o nome de Pedal Pub e se tornou uma atração turística em Minneapolis e Saint Anthony.

Esses bares comportam até 16 clientes por vez, porém apenas 10 assentos possuem pedais. Assim, o “ciclista-cliente” que se cansar do esforço físico pode trocar de lugar, deixando a experiência de pedalar para outro amigo.

Dentro do bar, um barman e um motorista (ambos devidamente sóbrios) permitem que todos cheguem felizes e seguros aos seus destinos.

É uma forma diferente e não poluente de conhecer a cidade e se divertir com os amigos. Já pensou se essa moda pega?


Bêbado na delegacia

Por favor, crianças, não façam isso em casa... ou no distrito policial!


quinta-feira, 30 de julho de 2009

rFactor - F1 1991 - Upgrades Preview Video



Pikes Peak International Hill Climb - Hyundai Genesis Coupé - Rhys Millen





Jeremy Clarkson Beatbox

Jeremy Clarkson, além de piloto e apresentador do Top Gear, um dos programas automotivos mais famosos do mundo, também demonstra suas habilidades como um exímio gangsta rapper. Esta montagem de SwedeMason mostra takes de Jeremy, de forma que a junção dos mesmos criasse uma espécie de "beatbox". Haja tempo para fazer isso!

Hotelicopter: um hotel em um helicóptero




Agora é possível juntar até 18 casais e sair pelo mundo a bordo do Hotelicopter, um gigantesco Mil V-12 soviético totalmente remodelado para oferecer o mesmo conforto de um hotel cinco estrelas.



São 18 suítes de casal equipadas com anti-ruído, mini-bar, wireless para acesso à internet, TV flatscreen, e todas as amenities dignas de um ótimo serviço.



Se você acha que a mordomia pode ficar melhor, que tal saber que ainda é possí­vel obter serviços de baby-sitting, instrutor de yoga, hidromassagem e tratamento termal?



O Hotelicopter também tem sala de jogos para distrair os passageiros-hóspedes. Essa opção inusitada de hospedagem deve alçar seu primeiro vôo comercial no próximo verão.



O tour inaugural de 14 dias sairá de Nova York, passando por Bahamas, Jamaica, Republica Dominicana, Miami, voltando à Nova York.









É proibido beber antes de dirigir...


...mas ninguém falou nada sobre beber enquanto corta a grama!

Tá explicado porque só metade do serviço foi feito!

Ótima utilidade para CD de banda emo, funk ou de música ruim mesmo



Lewis Hamilton escala montanha

Uma ação de marketing da Reebok leva Lewis Hamilton, campeão da temporada 2008 da Fórmula 1, a escalar o Mont Salève, em Geneva, na Suiça.


Eu mandei sentar!



quarta-feira, 29 de julho de 2009

Brian Johnson no Top Gear

O vocalista do AC/DC, Brian Johnson, visitou o Quartel General do Top Gear, onde foi, como todo convidado, entrevistado por Jeremy Clarkson. Além disso, ele deu uma volta na pista de testes do programa.

Existe um ranking de tempos somente para os convidados especiais do programa. Brian, por apenas um décimo, não supera Jay Kay, vocalista do Jamiroquai.

Com sua tradicional boina, Brian não acusa muito, mas sem ela (e eu nunca tinha visto ele assim), os sinais da idade são bem visíveis. Com o capacete, ele nem se parece com o Brian Johnson que tinha em mente.


VW Passat 1983 - É lógico



Michael Schumacher pilotará a Ferrari F60 de Felipe Massa




Para a tristeza dos jornais especuladores ASes e Bild's da vida, que agora terão de inventar outras histórias para gerar assunto nesta silly season, a Ferrari acaba de anunciar que Michael Schumacher, com 40 anos completos em 3 de janeiro, ocupará o assento deixado por Felipe Massa, após o incidente no Grande Prêmio da Hungria.

O alemão, heptacampeão da Fórmula 1 e detentor de inúmeros recordes na categoria, irá passar por um programa de exercícios físicos e de adaptação para estar apto a participar do Grande Prêmio da Europa, no Valencia Street Circuit, no dia 21 de agosto.

Uma imagem



Nick Heidfeld, BMW Sauber F1 Team, Sepang, Kuala Lumpur, Malásia, 5 de abril de 2009

Desculpas aceitas? The Get Up Kids pedem desculpas por ajudarem a criar o emo

Guitarrista diz que as novas bandas "não são boas". Grupo influenciou a geração atual de grupos emo.

Os pioneiros da segunda onda do emo, The Get Up Kids, acabaram de voltar, após um hiato que começou em 2005, e já estão pedindo desculpas pelo que aconteceu com a música pop nesse intervalo de tempo.

"Se este é um mundo que ajudamos a criar, então eu peço desculpas", teria dito o guitarrista James Suptic, depois de ver o público em um dos shows de retorno, segundo o jornal inglês "The Guardian".

E uma parcela de "culpa" realmente pode ser atribuída à banda. A influência é confessada por grupos como o Fall Out Boy. Em entrevista à Alternative Press em 2005, Pete Wentz, baixista e líder do Fall Out Boy, disse que "deveria existir um Kit de Como Ser Um Garoto Pop-Punk, que trouxesse bandas como o Get Up Kids, para que os novatos soubessem nos ombros de quem estão se apoiando. O Fall Out Boy não existiria se não fosse o Get Up Kids".

"Honestamente, eu não costumo pensar muito no estado do emo atual. Tocamos no festival Bamboozle neste ano e realmente nos sentimos deslocados", disse Suptic ao site Drowned in Sound. "Eu consigo lembrar de umas três bandas com quem tocamos. Era só um mar de camisetas com cores neon para nós. A cena punk da qual viemos e a cena punk que existe agora é completamente diferente. É algo como glam rock agora".

Apesar dos elogios, os integrantes do Get Up Kids não sentem o mesmo por artistas como o Fall Out Boy. "Se uma banda fica famosa e diz que a influenciamos, ótimo. Mas o problema é que a maioria delas nem é boa. O que isso quer dizer sobre a gente? Não sei. Talvez fôssemos uma droga", encerra Suptic.

Acertou em cheio!

BMW anuncia sua saída da F1




A BMW confirmou na manhã desta quarta-feira (29) o seu desligamento das atividades na Fórmula 1, em conferência de imprensa, realizada em Munique, decidida como uma espécie de "redirecionamento dos trabalhoes da empresa no esporte a motor". Estiveram presentes no evento o diretor da equipe BMW Sauber F1 Team, Mario Theissen, o Dr. Norbert Reithofer, presidente da BMW, e o Dr. Klaus Draeger, diretor de desenvolvimento.

"Só levamos três anos a chegar ao topo, mas, infelizmente ,este ano não chegamos nem perto dos objetivos planejados. De qualquer forma, os dez anos que passamos na F1 tiveram um grande impacto no nosso setor de engenharia. Fomos para as corridas também devido ao espírito competitivo que nos move no desenvolvimento dos carros de passeio", disse Klaus.

As operações da equipe BMW Sauber F1 Team se concentravam nas fábricas localizadas em Hinwil, Suiça, e Munique, Alemanha. No início de 2009, para a equipe de Fórmula 1 da marca bávara, trabalhavam mais de 400 pessoas na Suiça e 250 na Alemanha.

A BMW esteve presente na Fórmula 1 desde os anos 1980, mais precisamente, entre 1982 e 1986, quando desenvolveu os motores turbo de quatro cilindros, vencendo pela Brabham e Benetton, conquistando oito vitórias e dando a oportunidade a Nelson Piquet vencer um título mundial, em 1983, além de ser fornecedor das equipes ATS e Arrows. Após uma retirada de 14 anos, voltaram em 2001, fornecendo motores para a equipe Williams. Em 2005, comprou a equipe Sauber, para fundar sua própria equipe, mas ainda mantendo o antigo nome de Peter Sauber. Venceu um único GP, o Grande Prêmio do Canadá, com Robert Kubica.

Press Release da BMW

The BMW Group will not continue its Formula One campaign after the end of the 2009 season. Resources freed up as a result are to be dedicated to the development of new drive technologies and projects in the field of sustainability. BMW will continue to be actively involved in other motor sports series. The landmark decision to restructure BMW Motorsport's activities was made at the Board of Management's meeting yesterday.

"Of course, this was a difficult decision for us. But it's a resolute step in view of our company's strategic realignment," explained Dr. Norbert Reithofer, Chairman of the Board of Management of BMW AG. "Premium will increasingly be defined in terms of sustainability and environmental compatibility. This is an area in which we want to remain in the lead. In line with our Strategy Number ONE, we are continually reviewing all projects and initiatives to check them for future viability and sustainability. Our Formula One campaign is thus less a key promoter for us. Mario Theissen has been in charge of our motor sports program since 1999. We have scored a large number of successes in this period, including some in Formula One racing. I would like to express my sincere gratitude to Mario Theissen and his team for this", said Reithofer.

Dr. Klaus Draeger, the member of the Board of Management responsible for development, said: "It only took us three years to establish ourselves as a top team with the BMW Sauber F1 Team. Unfortunately, we were unable to meet expectations in the current season. Nevertheless, our ten years of Formula One experience have had a major impact on our development engineers. We have racing to thank for numerous technological innovations as well as the competitive spirit that drives us to develop mass-produced cars." Possible redundancies in Munich and Hinwil cannot be quantified at present. Says Draeger: "Since we only made this decision yesterday, we cannot provide any more precise information. We will develop and assess various scenarios and do our best to find a solution for the employees in Hinwil and the staff members involved in the Formula One project in Munich. We are aware of the responsibility we shoulder and will inform the staff as soon as we can make a clear statement".

Says BMW Motorsport director Dr. Mario Theissen: "Of course, we, the employees in Hinwil and Munich, would all have liked to continue this ambitious campaign and show that this season was just a hiccup following three successful years. But I can understand why this decision was made from a corporate perspective. We will now focus sharply on the remaining races and demonstrate our fighting spirit and put in a good result as we bid farewell to Formula One racing".

BMW will continue its programs in a number of motor sports series: BMW will appear on the starting grid in the touring car series and young driver promotion program in Formula BMW. This will be supplemented by BMW's participation in ALMS, the American Le Mans Series, endurance races and close-to-production customer sports. Furthermore, BMW Motorrad Motorsport will continue its campaigns, with the super bike world championship leading the way.

BMW looks back on a long track record of success in the field of motor sports: BMW achieved eight Formula One victories from 1982 to 1985 with Brabham. In 1983, BMW won the driver's championship with Nelson Piquet (Brabham BMW). The last win with the legendary turbo engine followed with Benetton in 1986. Ten victories were scored during the partnership with Williams (2000-2005). BMW had a total of 19 grand prix wins and 33 pole positions before the BMW Sauber F1 Team era.

In its debut season in 2006, the newly established BMW Sauber F1 Team wound up fifth in the constructor's championship. In 2007, the German-Swiss team came in second after McLaren-Mercedes' exclusion from the points standings. The 2008 season saw the team in the hunt for the world championship until the end of the season, winding up third. Polish-born Robert Kubica achieved the first and hitherto only GP victory in Canada on June 8, 2008. So far, the BMW Sauber F1 Team has taken one pole position (Kubica in Bahrain in 2008) and 16 podium finishes. The BMW Sauber F1 Team occupies the eighth spot in the manufacturer's standings in the season presently underway.

terça-feira, 28 de julho de 2009

As imagens do acidente de Felipe Massa

Duas imagens, mostrando onde Felipe Massa foi atingido por uma mola de suspensão. Como não são imagens trágicas nem impublicáveis, aqui estão elas.





Dois vídeos, com animações em 3D mostrando o momento em que o objeto atinge o capacete do brasileiro.




Tramontana R Edition




O Tramontana R Edition, feito na Espanha, pesa 1.134 Kg, possui um chassi totalmente em fibra de carbono, um motor 5.5 V12 biturbo de 720 CV de potência e 811 lb-ft de torque.

Em condições normais, o motor produz "somente" 550 CV, mas existe um botão no painel chamado "720 HP". Ao ser pressionado o botão, o motor começa a trabalhar em seu regime máximo.



Detalhe: é legalizado para andar nas ruas. No entanto, isso não quer dizer que você possa acelerar por aí... a não ser que esteja na Autobahn!


Que cara é essa, Angela Merkel? Ouvir o Nicolas Sarkozy não é nada, quero ver a hora que o Lula começar a falar...



A múmia é a da esquerda...



Vinho via USB




Este viral promete vender vinho via internet, através de uma torneira conectada a uma porta USB.

Quer saber como eles entregam o vinho? Clique no endereço usbwine.com e saiba como.

Uma imagem



Andrés D'Alessandro, suspenso pelo departamento técnico do Colorado, vai treinar em separado dos demais jogadores, para recuperar sua forma física.

Formula One Showcar & Motion Simulator

Trinta mil dólares por essa trapizonga? Com essa grana, você pode dar muitas voltas num Fórmula 1 de verdade. E você vai "enjoar" (ou cansar) antes de completar todas.



E olha que esse troço proporciona acelerações de 1,62G...

Ainda está interessado? Clique aqui: f1showcar.com.

rFactor - F1 1990 - First Preview Video



segunda-feira, 27 de julho de 2009

VW Passat 1985: qualidade e tecnologia do líder



Uma frase

"The overall package is fantastic, our KERS is fantastic, I love my car right now". Lewis Hamilton

Dizer isso depois de uma vitória é fácil, né, rapaz?

Stacking food on animals



domingo, 26 de julho de 2009

Sobre o problema no final do treino de sábado

A Formula One Management e a LG revelaram a causa dos problemas do registro dos tempos no final do Q3 do treino que definiu o grid de largada do GP da Hungria.

"Nos minutos finais da terceira parte do treino classificatório de sábado, o sensor localizado na linha de chegada teve um cabo rompido. Os procedimentos normais foram seguidos e o sensor de backup foi utilizado. Uma vez que os procedimentos de verificação foram completos os resultados foram publicados. Nenhum registro de tempo foi perdido".

Uma imagem



O pessoal da Ferrari desejando para Felipe Massa uma boa recuperação

Alberto Contador é o campeão do Tour de France 2009

O espanhol Alberto Contador garantiu seu segundo título do Tour de France neste sábado (25) com uma forte e calculada etapa no Mont Ventoux, sendo capaz de superar todos os ataques do rival Andy Schleck, mantendo-se no topo do pódio hoje (26), em Paris.



A conquista deste Tour de France, com uma etapa de antecedência, é a quarta vitória seguida de Grand Tour, desde 2007, quando venceu o mesmo torneio pela primeira vez. Os outros tours vencidos por Contador foram a Vuelta a Espanha e o Volta ao Algarve.

O fato mais revelador de Contador neste Tor de France é a forma como conseguiu a vitória. Desde o contra-relógio, em Mônaco e Annecy, até a sua dominância nas montanhas, em Andorra Arcalis e Verbier, ele deu a impressão de que poderia ter tirado muito mais diferença para seus rivais. Contador pode parecer às vezes um garoto tímido, um pouco perdido na parte de trás do grupo formado pelo Astana Cycling Team, mas há uma grande força de caráter dentro dos 26 anos de idade de Alberto Contador. Caso contrário, ele simplesmente não poderia ter tido o preparo psicológico suficiente para dominar o Tour sete vezes dentro de sua própria equipe.



"Em 2007, foi muito difícil até a última etapa. Essa foi uma vitória física. Este ano, era necessário 'ter as pernas na corrida', mas também estar preparado mentalmente. 2007 foi fisicamente duro, 2009 foi muito difícil tanto física como mentalmente. Desde o começo da temporada, cheguei como favorito, e eu não podia contar com o elemento surpresa", disse Contador à imprensa.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

FIA lança novo Pacto de Concórdia

A Fédération Internationale de l'Automobile (FIA) lançou o seguinte press release na sexta-feira (24):

"Através de negociações com a Formula One Association e as treze equipes que participarão da temporada da Fórmula 1 em 2010 com o presidente da FIA, Max Mosley e o presidente do setor de Esporte a Motor da FIA, Nick Craw, os membros do Conselho Mundial do Esporte a Motor enviaram uma cópia do novo Pacto de Concórdia proposto, para suas considerações."

"Sujeito à aprovação do Conselho Mundial do Esporte a Motor e à satisfação sobre a ideia de redução de custos, o novo Pacto de Concórdia estará pronto para ser assinado até o final da próxima semana."

David Coulthard volta ao posto de piloto reserva

David Coulthard volta ao posto de piloto reserva das equipes Red Bull Racing e Scuderia Toro Rosso, depois que Jaime Alguersuari se tornou titular e Brendon Hartley, piloto que está no programa de jovens pilotos da Red Bull, optar por se concentrar nos campeonatos da Fórmula 3 e da World Series by Renault, antes de conseguir a superlicença para ingressar na F1.

Coulthard, depois de se retirar da Fórmula 1, com quase 250 GP's e 13 vitórias, ainda viaja aos locais por onde a categoria máxima do automobilismo passa, como consultor técnico da Red Bull e comentarista da rede de televisão britânica BBC.

O Cocu joga muito, o Cocu na defesa, o Cocu no ataque, o Cocu apertou...




...agora, uma falta do Cocu, tá todo mundo marcando o Cocu, o Cocu fecha atrás, o Cocu marca na frente...

E essa bola, quando cai cair?



Uma imagem



A equipe Quick Step Cycling Team criou suas próprias rodas para a distputa dos contra-relógios do Tour de France, usando um eixo Specialized Roval Fusee Star e um aro Zipp.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

VW Passat 1983 - Uma potência econômica



rFactor - Hungaroring - BMW Sauber F1.09

Uma volta virtual no Hungaroring, localizado em Mogyoród, Hungria, que sediará a décima etapa da temporada 2009 da Fórmula 1.


Volkswagen compra a Porsche

Volkswagen e Porsche chegaram a um acordo e darão continuidade à fusão das duas empresas. A decisão foi tomada em reunião realizada hoje (23), em Stuttgart. As montadoras ainda não divulgaram detalhes sobre o processo, e declararam que os conceitos finais da união serão discutidos nas próximas semanas. A decisão foi tomada com unanimidade pelas comissões de representantes de ambas as marcas e do Estado da Baixa Saxônia, que detém 20% do Grupo VW, com apoio dos sindicatos de funcionários.

A imprensa internacional divulga que a Porsche foi comprada pela VW por cerca de 8 bilhões de euros, dando fim à dívida de 10 bilhões de euros da marca de carros esportivos. O valor negativo em caixa foi contraído após a montadora de Stuttgart adquirir 51% das ações do Grupo VW, no início do ano.

"Juntos, Volkswagen e Porsche tem tudo o que é necessário para ocupar uma posição de liderança na indústria automotiva internacional", declarou Ferdinand Piech, presidente da comissão supervisora da VW.

"Abrimos caminho para a criação de um grupo integrado", comentou Martin Winterkorn, presidente da VW.

"A Porsche manterá sua independência no grupo integrado. A Porsche continuará sendo a Porsche", declarou Bernd Osterloh, presidente do conselho trabalhista da Volkswagen.

O projeto das duas empresas prevê também integrar completamente a Porsche dentro da VW, e reforçar sua estrutura financeira para lhe garantir um mínimo de independência. Na prática, a VW vai comprar progressivamente as atividades automobilísticas da Porsche, que se tornará a 10ª marca do grupo, ao lado de Audi, Seat, Skoda, Scania ou ainda Lamborghini. As estruturas jurídicas Porsche SE e VW AG vão também se fundir.

Neste contexto, o Qatar vai assumir uma participação de quase 17% na VW, afirmou Winterkorn. O emirado do Golfo deve também aumentar seu capital na Porsche, cujo conselho de vigilância deu sinal verde a um aumento de capital de pelo menos 5 bilhões de euros.

Estas últimas medidas devem permitir que a Porsche não seja totalmente engolida por sua filial. "Ela pode ainda negociar de igual para igual com a Volkswagen" para a fusão, afirmou, com lágrimas nos olhos, o presidente do conselho de vigilância, Wolfgang Porsche, a seus 5.000 assalariados.

Apesar de tudo, o novo projeto, dos quais os detalhes devem ser apresentados em um conselho de vigilância em primeiro de agosto, segundo a VW, consagra o fracasso da estratégia de direção da Porsche.

CEO da Porsche é demitido

Foi retirada mais uma pedra do caminho para a Volkswagen adquirir a Porsche. O presidente da Porsche, Wendelin Wiedeking, além do diretor de finanças, Holger Härter, foram demitidos, após as fracassadas tentativas de adquirir o controle da Volkswagen, e as dívidas geradas em razão disso.

O conselho de vigilância de Porsche, que se reuniu nesta quarta-feira (22) em Weissach, um dia antes do previsto, nomeou o atual diretor de produção, Michael Macht, como novo presidente da empresa.

Devido ao endividamento da Porsche e às dificuldades atuais do setor automotivo, com a recessão econômica, o grupo Volkswagen cogitou a possibilidade de assumir a fabricante de carros esportivos, algo que ajudaria a reduzir suas dívidas. Com a destituição de Wiedeking, é quase certo que a Volkswagen assuma aos poucos a Porsche, que passaria a ser a décima marca do grupo VW.

Wiedeking sempre foi contra essa possibilidade e preferiu usar de outras medidas para fazer frente aos problemas financeiros derivados da compra de 51% da Volkswagen. A Porsche queria até 75% da VW, por meio de opções sobre ações, segundo comunicou, em outubro do ano passado, para conseguir o controle da montadora alemã, uma empresa muito maior.

A Porsche criou nesta quinta-feira (23) condições para a entrada em seu capital da Qatar Holding LLC, para a criação posterior de um grupo integrado com seu compatriota Volkswagen. Pouco antes, Porsche havia dado luz verde a seu conselho de vigilância para um aumento de capital de ao menos 5 bilhões de euros, embora sem precisar que participaria.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Back to the Future 1 and 2 Comparison



Toilet Paper Prank



Piloto desvia de patos no meio da curva




Muito ninja!

Shweeb, um misto de montanha russa e bicicleta

Os fãs de Futurama devem se lembrar dos tubos de transporte que funcionavam por meio de sucção de ar para locomover pessoas. Num estilo semelhante, foi criado na Nova Zelândia o Shweeb, uma espécie de cápsula de vidro com pedais que circula numa ciclovia aérea.

O Sweeb lembra uma montanha russa e chega a alcançar até 60 km/h. A invenção pretende ser uma solução ecológica para o problema de transporte urbano, já que não emite gases poluentes para a atmosfera. De acordo com os criadores da engenhoca, os custos de instalação do sistema utilizado são baixos, o que poderia representar um novo tipo de transporte alternativo para o caos urbano.


Ford Mustang Cobra Jet - Milan Dragway - Onboard



terça-feira, 21 de julho de 2009

VW Passat 1982: sucesso no Brasil e no exterior



Review de DVD - Flight 666: O Filme - Iron Maiden

Índia, Austrália, Japão, Estados Unidos, México, Costa Rica, Colômbia, Brasil, Argentina, Chile, Porto Rico, Canadá. O que todos estes países têm em comum? Para um estudante de economia ou ciências políticas a resposta poderia demorar um pouco a vir, mas para um bom fã de heavy metal, ela está na ponta da língua: foram parte da rota do vôo 666, o Boeing 757 personalizado que levou a lenda Iron Maiden a estes países para realizarem alguns dos shows mais fantásticos de sua carreira. E todos eles fazem parte deste grande documentário, dirigido por Sam Dunn e Scott McFayden.

Obviamente não é um documentário completo como "Metal", dos mesmos realizadores. Mesmo porque o objetivo aqui não era contar a história da banda, ou algo do tipo, e sim simplesmente o que fazem com maestria: acompanhar a incrível maratona de shows cumprida pela banda ao redor do globo em pouco mais de seis semanas, na primeira parte da sua "Somewhere Back In Time Tour".

A incrível jornada de "a volta ao mundo em menos de 80 dias" do sexteto britânico começa sua escala em Bombaim, na Índia. Era a primeira vez que a banda tocaria ali, e a empolgação dos fãs contagia a banda. Foi também a primeira passagem por outros países como Colômbia e Costa Rica, países que ficam de fora de 99% das grandes tournês mundiais das grandes bandas (e tem gente que ainda reclama de quando, vez ou outra, uma banda não passa por aqui). Isso tudo comprova o que Bruce Dickinson nos diz no filme, onde revela que quiseram passar por locais normalmente esquecidos, de forma a favorecer tais fãs (e a rota de vôo também, é claro).

Os diretores captam muito bem os bastidores antes, durante e depois dos shows, bem como dos intervalos entre as viagens, e o que cada um faz em seu tempo livre. Fica-se sabendo, por exemplo, da indisposição de alguns membros da banda, por intoxicação alimentar, quando da chegada à Austrália. Vemos Adrian Smith jogando tênis, Nicko McBrain e Dave Murray jogando golfe. Steve Harris no estúdio de mixagem com o produtor Kevin Shirley, Janick Gers dando uns "sumiços"... Sem falar nos detalhes sobre o palco, como Bruce zoando o gongo de Nicko e os pés deste descalços "surrando" os pedais da bateria, as pizzas e cervejas na van, após os shows, as aeromoças sendo vítimas de "insultos" e piadinhas a cada nova instrução de segurança...

O filme captura também a idolatria dos mais diversos fãs. Desde o rapaz que vai às lágrimas, na Colômbia, ao final do show, com a baqueta de Nicko às mãos, passando pelo pastor em São Paulo que tem uma infinidade de tatuagens com temas da banda, e chegando até os mais ilustres, como Tom Morello, Chris Jericho, Lars Ulrich, Kerry King. Tem ainda a visita ilustre de Ronnie James Dio e Vinny Appice, junto a estes, no backstage de Los Angeles, e a galera do Sepultura batendo uma bola no Brasil.

Como se não bastasse isso tudo, temos ainda o segundo disco, com o show completo, sendo cada música filmada em uma cidade diferente, e o CD correspondente, a trilha sonora. Curiosidade: o local do show de Curitiba, a Pedreira Paulo Leminski, aparece em cada lugar com um nome diferente: desde Pedreira Stadium até "Padeira" Paulo Leminski. Tudo bem, em meio a um lançamento tão perfeito, a gente perdoa...

Nota 10, e imperdível para todo e qualquer fã, não só da banda, mas de rock pesado em geral. Se você ainda não tem na coleção, tá esperando o quê?

Whiplash

Youtube 3D

O YouTube começou a testar recentemente um experimento que adiciona um estilo de visualização 3D aos vídeos hospedados no portal. A novidade, segundo um tópico publicado da central de ajuda do YouTube, foi desenvolvida por um Googler chamado Pete em seus 20% de tempo livre.

"Ele diz que utiliza seus 20% de tempo livre no desenvolvimento de um projeto de player com estereoscopia. O Googler acrescenta ainda que é atualmente muito cedo, e por consequência, existem alguns bugs como trocar os olhos por modos anáglifos", descreveu o blog. Pete também compartilhou algumas maneiras de exibir esses vídeos:



yt3d:enable=true Ativa o modo de visualização.

yt3d:aspect=3:4 Define o aspecto do vídeo codificado.

yt3d:swap=true Troca a esquerda pela fonte da direita. Você pode precisar adicionar esta variável quando o player exibir vídeos em modo anáglifo.

yt3d:left=0_0.1_0.5_0.9 e yt3d:right=0.5_0.1_1_0.9 Estas tags são provisórias e úteis para a fixação de vídeos antigos. Estabelecem a área para cada olho como pares de coordenadas x1_y1_x2_y2. A escala destas coordenadas é 0,0 para a parte superior esquerda para baixo a 1,1 para o canto inferior direito.

Onboard na motoca


Mais uma vez, "aluguei" a Honda XLX 250R do "velho" para criar mais vídeos onboard com a GoPro Motorsports Hero Wide, que já estava parada faz duas semanas.

Consegui achar o jeito para colocar a ventosa na carenagem adesivada da moto, o que garantiu a visão do passeio de diversos ângulos.

Quero só ver a hora que comprar os outros acessórios para a câmera...

Onboard na magrela

Para quem não conhece, a Assis Brasil, rua central de Vale Verde, onde "me escondo" nos finais de semana, filmada pela GoPro Motorsports Hero Wide, a bordo da minha Caloi 10.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

João Cláudio Grass (Bento Gonçalves, 18/10/1947 - Porto Alegre, 18/07/2009)

Trabalhou no rádio gaúcho por mais de 20 anos, sendo os últimos 17 na Rádio Gaúcha, em Porto Alegre.

Conforme seu depoimento ao "Vozes do Rádio da PUC/RS", a voz de Deus (como ficou conhecido) foi atiçada, pela primeira vez, quando Grass tinha cinco anos de vida. Seu pai fazia curso de eletrônica por correspondência e montou uma "engenhoca" que tratou de ampliá-la, para o espanto do menino. Aos 20, já sem as amídalas e com a voz grave, Grass voltou a exercitá-la, ao montar, com um colega, uma rádio-pirata que transmitia Beatles e Rolling Stones para o bairro em que moravam.

Dois anos depois, um anúncio da rádio Pampa o chamou para a profissão – que, mesmo abolida por um tempo de sua vida, nunca o abandonou. Depois, Grass passou a integrar a equipe da Farroupilha. Um ano mais tarde, Grass trocou de veículo e foi para TV Gaúcha (hoje, RBS TV) apresentando a edição local do "Jornal Nacional".

Em 1976, Grass formou-se Engenheiro Mecânico. Durante todo esse período como radialista de rádio e televisão, ele cursava a faculdade UFRGS. Uma boa proposta de emprego o levou por 15 anos para São Paulo e o começo da década de 80, voltou à capital gaúcha onde atuou na então rádio Sogipa de 1990 a 91 e depois passou a ser locutor da Rádio Gaúcha, onde atuou até ano passado quando adoeceu.

Entrevista gravada no estúdio de rádio da Famecos PUCRS, em 16 de maio de 2006

Pergunta: Por favor, seu nome completo, data e local de nascimento
GRASS: Meu nome completo é João Cláudio de Deus Grass, nasci em Bento Gonçalves no dia 18 de outubro de 1947.

P: Qual foi o primeiro contato com o rádio?
GRASS: Eu não diria nem com o rádio, mas com o microfone. Meu pai era militar, por isso nasci em Bento. E já morando em Cachoeira do Sul, ele já tinha sido transferido, o meu pai sempre procurando melhorar aquele nível de militar, ele estudava eletrônica por correspondência à noite. Estudando eletrônica ele fazia pequenas montagens. No final de uma dessas montagens ele fez um amplificador valvulado. O interessante é que nesse amplificador a gente colocava um microfone, falava no microfone e saía numa caixa. Uma coisa bem rudimentar. Eu tinha uns cinco ou seis anos. Para mim aquilo era uma coisa de outro mundo. Você falar em uma coisinha redonda e sair tudo numa caixa com a voz completamente diferente. Então aquele foi o meu primeiro contato com o microfone. Graças ao estudo do meu pai. Então, passado o tempo nós viemos para Porto Alegre, em 1956, fiz o Colégio Militar, estudei no Rosário, concluí no Julinho, em 1967 fiz vestibular para engenharia mecânica na UFRGS e passei. Mas aquela coisa do rádio e do microfone sempre comigo. Não tinha como se livrar disso. Foi então que eu e um colega meu de eletrônica montamos uma rádio de brinquedo. Uma válvula que transmitia ali para a quadra, no bairro Cidade Baixa. Era época dos militares aqui no país, então havia um controle muito grande. O DENTEL fazia um levantamento muito apurado da comunicação. Mas nós não, por não tratarmos assuntos de política. A rádio só tocava Beatles e Rolling Stones. Eram dois funcionários. O locutor que era eu e o operador que era o meu colega. Então foi a primeira brincadeira com o rádio, mas nada profissional. Em 1969, com essa história de brincar com o rádio, eu sempre escutava muito rádio. Na época a rádio Pampa, ouvi uma mensagem no ar: "A rádio Pampa está necessitando de locutores". Acho que foi a única vez que se ouviu alguma coisa desse tipo. E o meu colega me incentivou a ir e eu fui. A rádio Pampa ficava ali no alto da Bronze, no Centro, e chegando lá tinha umas 40 ou 50 pessoas. De todos os tipos. Tinha médico, dentista, carroceiro e padeiro. Isso porque o rádio sempre teve aquela coisa do fascínio e tal, mas eles fizeram uma seleção. De todos tiraram 10. Eu fiquei. Dos 10 tiraram quatro e eu fiquei. Aí sobraram dois e eu fiquei. Então esse, em 1969, foi o meu primeiro contato profissional com o rádio.

P: O outro locutor que sobrou com você é conhecido?
GRASS: É conhecido sim. Trabalhou na Guaíba. Foi gerente da Caixa Econômica ali do Bom Fim. Vladimir o nome dele. Na época uma pessoa que me deu bastante força e pela qual eu tenho grande apreço foi o Paulo Deniz. Ele era o chefe dos locutores e me deu a oportunidade na Pampa. Então aquele foi o meu primeiro contato profissional com o rádio, inclusive com carteira assinada, eu era o locutor comercial da rádio Pampa.

P: Era só locutor de comerciais?
GRASS: Bom, no rádio agente acaba fazendo de tudo. Era uma rádio basicamente musical. A rádio tinha um intervalo e no espaço entre cada uma a gente informava: "A Rádio Pampa informa. / DEZ horas 15 minutos. //". Aí tocava outra música. Entravam comerciais e o locutor tinha aquela famosa "caixinha", não sei se vocês já ouviram falar, mas era uma caixinha de madeira onde eram colocados os textos. A gente abria tinha sempre uns três ou quatro textos. No final da tarde tinha também um grande jornal falado.

P: E quantas pessoas trabalhavam na Pampa naquela época?
GRASS: Locutores eram cinco. Operadores, cinco. Tinha um programador. O Paulo Diniz que era o chefe. Ao todo umas 15 pessoas.

P: E as notícias eram extraídas de onde?
GRASS: Aí se usava muito a tesoura. Recortava do jornal e colava numa folha em branco, sempre com o cuidado de não falar "Conforme fotografia anexa" ou coisas parecidas.

P: Mas não é simplesmente chegar e ler as notícias. É preciso ter uma técnica, além da voz adequada. Como foi o teu aprimoramento na locução?
GRASS: Bom, aí vem aquele a quem eu agradeço que foi o Paulo Deniz. Foi quem me deu a maior força. Ele dizia que eu tinha uma voz agradável, mas que me faltava aquele algo mais. Então na época não existia a FEPLAN. Não tinha escola de locutores. A gente sentava ao lado do locutor mais antigo e fazia como ele fazia. A partir daí eu fui desenvolvendo a minha técnica.

P: E teve algum locutor que te inspirou?
GRASS: Teve na época o Rogério Fava, que talvez seja hoje o diretor da Golden Cross no Rio Grande do Sul. Ele sempre tinha uma maçã. Ele que era muito direito, muito organizado e não podia mexer na maçã. Depois comia a maçã e dizia depois que era bom para a voz.

P: Sobre aquela seleção de locutores, a que você atribui terem te escolhido?
GRASS: Provavelmente foi por causa da voz grave. Naquela época ainda tinha isso, hoje não tem mais. E tinha a voz do Ernani Behs, já falecido, e assim como ele eu tinha tirado as amídalas. Então dizem que sem as amídalas o ponto de reverberação aumenta, mas não sei se é verdade. Então mesmo hoje a locução ainda tem algumas características. Sempre a gente acaba com a voz para baixo.

P: E como você foi treinando e melhorando a sua voz?
GRASS: Aí é no dia-a-dia. É na prática. Dentro da Pampa isso ainda era um pouco limitado. Eu fazia locução do nome das músicas, hora certa e noticiário. Aí, em 1970 a Farroupilha me aproveitou. Ficava na época nos 600 KHZ. Era uma emissora de peso. Na época o diretor da Farroupilha, eu não me lembro o nome, ele me deu excelentes aulas. Eu fiquei então um ano na Pampa e um ano na Farroupilha.

P: Durante o tempo que ficou na Pampa você cursava engenharia?
GRASS: Sim e eu continuei fazendo engenharia. Lógico que eu demorei um pouco mais para me formar, mas eu continuei fazendo engenharia. O meu horário de trabalho era durante o dia. E eu tinha uma espécie de mesada que o meu pai não podia me dar. Então eu era estudante de engenharia, mas já tinha o meu carro com o dinheiro da Pampa. E fora que na época eu tinha uns 22 ou 23 anos e isso pegava bem. Eu chegava na faculdade e o pessoal comentava: "olha lá o cara do rádio" e isso era muito bom.

P: Teve algum episódio curioso em função do trabalho ou da voz? Alguém te ligava só para ouvir a voz?
GRASS: Teve um episódio curioso. A rádio Pampa é uma rádio pequena. Tinha o estúdio e o operador do outro lado do aquário. E alguns dias eu tinha que levantar cedo. Às seis horas eu tinha que abrir a rádio. Era difícil fazer isso por que eu estudava até tarde. E numa manhã dessas, eu estava lá quase dormindo e tinha aquela caixinha que eu falei há pouco dos comerciais, e o texto era o seguinte: "Casa Rodrigues de tecidos". Veja o que faz o subconsciente faz. Eu falei "Casa Rodigues de trecidos", o primeiro ERRE que faltou o meu cérebro jogou para a palavra seguinte. Eu lembro que o operador acordou, deu um salto e começou a gargalhar e eu no ar não sabia se ria ou se continuava ali.

P: E algum caso que tenha ocorrido com mulheres apaixonadas?
GRASS: Sempre tinha. Mais através de cartinhas. E até por que, na época, eu tinha um programa no sábado à tarde que atendia pedidos musicais dos ouvintes. Era das 12 às 14. O nome era "Sucesso da Pampa". Bom, choviam cartas pedindo música, mas sempre com fotos e florzinhas e recados deste tipo. Porque a pessoa não conhecendo o locutor termina fazendo uma imagem idealizada da pessoa. Hoje já com a TV e as grandes emissoras que tocam música são as FM e é difícil quem não conheça o locutor do FM.

P: Neste momento em que você estava na Pampa e na Farroupilha, quais eram as rádios que existiam naquela época, as principais?
GRASS: Aqui, na época a principal ainda era a Guaíba. Tinha também a Farroupilha por causa da potência, por causa da programação e por causa do jornalismo que era muito bom. Tinha um grande jornal falado da Farroupilha que era feito pelo departamento de jornalismo. Editado e com notícias muito boas, mas sem sonoras. Era lido durante duas horas por três locutores. Era o Grande Jornal Falado Farroupilha.

P: Ainda era plena ditadura?
GRASS: Era sim. Tinha sempre o interventor dentro de cada rádio Farroupilha era um coronel. O DENTEL estava sempre em cima. Sempre em cima.

P: E quando tu saíste da Pampa para a Farroupilha foi para fazer o mesmo estilo de programa ou mudou?
GRASS: Mudou. Mudou. A parte de locução comercial era a mesma coisa. Caixinha e tal. É isso que eu digo que eu aprendi na Farroupilha. A parte de fazer abertura e fechamento de programas era uma coisa totalmente nova e diferente para mim. Entrar em um grande jornal falado com trilha e tudo é outro tipo de locução. Era eu mais um locutor. À tarde eu lembro que tinha o Júlio Rosemberg. Eu me lembro que ele falava: "Na locução comercial o estudante de engenharia João Cláudio GRASS". Ele dizia isso no ar.

P: E quanto tempo ficou na Farroupilha?
GRASS: Fiquei na Farroupilha um ano, um ano e meio. Porque a atual RBS TV, a TV GAÙCHA me chamou e eu fui. Sem conhecer ninguém. Eles ouviram a Farroupilha e me chamaram. Eu entrei como locutor comercial e como locutor de chamadas. Na época não existiam os programas ao vivo, eles vinham em VT no dia anterior. Aquelas fitas grandes. O Jornal Nacional vinha em VT. Mas a parte local éramos nós que fazíamos. Então se faziam as chamadas. A TV Globo mandava as chamadas prontas, mas a gente tirava o áudio e tinha que casar com a nossa voz. Então a novela era a "Irmãos Coragem", então a gente fazia as chamadas. Na época o José Antônio Daudt me botou na frente de uma câmera para fazer um teste e na época acabei fazendo a apresentação da parte local do Jornal Nacional. Era tudo ao vivo. Havia um programa noticiário vespertino que eu fazia. Era "O 12 dá a notícia". Era na TV Gaúcha. Na época eu me lembro que eu peguei o incêndio da TV Gaúcha. Era dia 12 de junho de 1972. Ai a Zero Hora mostrou uma reportagem com o locutor dentro da cabine. Então a TV foi uma coisa super interessante. E aí volta aquilo que eu falava. Se no rádio eu já recebia algumas cartas, por mais que a minha imagem não seja lá essas coisas, imagina quando eu chegava na faculdade. Na época para a televisão era. "Olha lá o cara da televisão". E quem trabalha em rádio e TV é pavão. E era uma coisa maravilhosa. Sempre adorei. Sempre gostei. Se eu não fosse pavão não tava falando aqui com vocês também. Eu fiquei na TV até 1976, quando eu me formei e fui para São Paulo.

P: Qual a atividade que te agrada mais, locutor ou apresentador?
GRASS: Com certeza a de locutor. Porque o rádio te exige mais. A TV você tem a imagem para demonstrar algum tipo de sentimento na expressão, como alegria, tristeza, raiva. Tudo isso a imagem mostra. No rádio tem que fazer isso tudo com a voz para dizer que tu estás alegre, que tu estás brabo e até mesmo que está apaixonado, por exemplo. Entende? Então isso tudo é feito com a voz, então eu prefiro ser locutor. E quando se está na TV tem mais a preocupação com a imagem mesmo. E o rádio é mais apaixonante, tanto é que até hoje se mantém. Quando entrou a televisão muitos disseram que o rádio ia acabar, mas não há como acabar.

P: Quanto tempo ficou exclusivamente como engenheiro em São Paulo?
GRASS: Fiquei 15 anos. Totalmente afastado do rádio. Só ouvindo. Eu fui para São Paulo em 1976, depois voltei para Porto Alegre. Quando eu estava em São Paulo eu fui para uma multinacional. E eles tinham representantes em diversas capitais do país, Na época não se falava muito em audiovisual. Chegando lá eu mostrei que era possível e dentro dessa empresa eu acabei comprando um gravador e um microfone e fazia trilhas e locuções para a empresa. Provei para eles que era possível. Era uma empresa no interior de São Paulo. Eu ainda assim ouvia rádio, mas não muito.

P: Porque voltou?
GRASS: Primeiro lugar porque o gaúcho é um sentimental antes de tudo. É difícil não voltar. Eu já fui para lá e morava perto da rodoviária porque parecia que eu estava mais perto de Porto Alegre. Que era só voltar a qualquer momento. Era só para ter aquela impressão. E o meu coração estava aqui também, sabe aquela coisa, né, eu tinha ido e ela tinha ficado. Ai em 1980, 81, eu voltei para trabalhar em outra empresa como engenheiro. Mas desde a ida para São Paulo eu cheguei a pensar em recusar para ficar aqui, no rádio. O que pesou foi o lado financeiro, mas o coração e a voz doíam. Era uma experiência nova e eu não me arrependo. Quando voltei, o meio continuava fascinando. Até 1989 eu era engenheiro. Trabalhei na Morgante, em Novo Hamburgo, no Sindicato dos Transportes, na Associação do Aço, mas em 89 com a mudança do governo Collor o meio industrial ficou com poucos investimentos e este setor começou a fechar para mim. Por acaso, depois de seis meses desempregado, um colega me ofereceu uma oportunidade de ir para a rádio Sogipa. Era o Nataniel Soares. A rádio Sogipa estava abrindo aqui em Porto Alegre. A volta acabou sendo por acaso. Era uma boa estrutura, olhem as fotos. Era mais para dentro do clube, mas pegava em grande parte de Porto Alegre. Hoje é a freqüência da Continental. Ai de novo o Nataniel me disse que a Gaúcha estava precisando de locutores e eu fui falar com o Chefe dos Locutores que ainda é o Domingos Martins e depois de um ano na Sogipa eu fui para a Gaúcha e estou lá até hoje. Foi em setembro de 1991. Desde aquela época fazia os noticiários de hora em hora.

P: E o que mudou na estrutura que você percebe?
GRASS: Quando eu fui para São Paulo era cartucheira. Quando eu voltei também. Mas nesses 15 anos que eu estou na Gaúcha, ai sim, a mudança é no dia-a-dia. A tecnologia explodiu. Quando eu entrei na Gaúcha eram máquinas de escrever na redação, por exemplo. E eu tenho que me acostumar com as mudanças. E eu sempre gostei de acompanhara as mudanças. E hoje eu leio as notícias em um computador então é fundamental saber mexer. E já houve gafes por causa disso. No início o sistema era o DOS. Imagina se o Windows cai hoje em dia, naquela época era bem mais complicado. Estava no meio da notícia e caía, simplesmente anunciava o próximo noticiário e deu pra bola. E segue por vezes no improviso. Mas sem inventar a notícia e claro.

P: Como é o espaço para os locutores hoje no rádio?
GRASS: É uma questão de adaptação. Dentro do programa Gaúcha Entrevista, do Rui Carlos Ostermann. Dentro desse programa em tenho o quadro das condições do tempo. É um estilo novo, mas eu me adaptei a isso. Na época nós inovamos com expressões do tipo: "o tempo está nublado com meia dúzia de três ou quatro nuvens". Era descontraído. Diferente do ritmo de locução. Então eu resolvi ir além e um dia pesquisando na internet eu resolvi saber o que era o tal do ponto de orvalho. Então esse tipo de coisa acaba pegando. Então se eu digo que o ponto de orvalho é de 12 graus e a temperatura está em 18, não vai chover. Se está 13, está perto ou pode chover. É uma coisa que existe mesmo. E a outra foi a expressão sobre o bulbo seco do termômetro. Porque a temperatura muda em função disso e acaba pegando.

P: Sobre alguns critérios jornalísticos que o locutor acaba incorporando, o que acha disso?
GRASS: Muita gente virou jornalista com o tempo de rádio. Mas na época eu não fiz isso. Hoje, se eu tiver oportunidade, não descartaria fazer um curso de jornalismo. Nunca é demais. E eu acho que abriria mais espaço porque as emissoras exigem hoje em dia que o seu âncora tenha formação para dar opinião e eu acho isso certo. Apesar de eu também dar opinião.

P: Como lidar com a exigência de não errar?
GRASS: Bom, nós somo seres humanos. Muitos julgam mal essa coisa do locutor. Não pode errar, por quê? Mas locutor erra, não existe isso. A pessoa deve saber usar a voz. Na época do Correspondente Ipiranga houve uma gafe. O presidente era Itamar Franco e a expressão mais usada era inflacionário. Mas não é que o Itamar teve um problema no dente e era uma inflamação... Imagina o que não foi para o ar. Era umas dez para as sete, grande audiência, e saiu a expressão: "O presidente Itamar Franco foi internado com o processo inflacionário no dente". Na hora eu nem percebi, mas gente de outras emissoras, na escuta, como a Guaíba, não perderam tempo em ligar para tirar sarro. Fora aquelas expressões em árabe. E tinha quem fosse falar em inglês, na hora não sabia e raspava com o dedo no microfone para fingir má sintonia. Esse tipo de coisa. Mas é bom sempre estar atualizado com os principais nomes para não ser surpreendido. Mas na hora se não dá você tem que largar alguma coisa. E o ouvinte não vai dizer que está errado. E a gente treina sempre que dá. E assim como eu erro, o editor também erra. Então, se eu posso eu leio sempre antes. Dependendo eu treino sempre. Se a gente volta depois de 30 dias de férias, tem que adaptar. E eu em casa tenho um estúdio. Muitos comerciais da Gaúcha, por exemplo, são gravados comigo.

P: Alguma ambição ainda no rádio?
GRASS: Sabe que um dos maiores traumas é não entender nada de cantar, por exemplo. Se eu estou com algum outro locutor eu entro mais ou menos no mesmo tom dele, mas é da prática. E eu tenho mais uns dois anos de rádio antes de parar. Evidentemente se pedirem para eu ficar, fico. Tenho que cuidar do meu estúdio e também quero viajar e aproveitar um pouco. Porém, cantar não consigo.

P: E sobre o nome JOÃO CLÁUDIO DE DEUS GRASS, porque omitir o de Deus?
GRASS: E acabou ficando hoje a voz de Deus, com sempre brinca o Moacir Scliar. Houve uma época de rádio, e hoje também, é até perigoso dar todo nome no rádio. Mas a opção de tirar o de Deus foi automática.

P: Já foi reconhecido na rua por sua voz?
GRASS: Muitas vezes. Tem cada coisa estranha, por exemplo. Eu encontro um colega da engenharia e ele pergunta o que eu estou fazendo e eu digo: "Estou trabalhando na rádio Gaúcha". Ele pergunta: "Fazendo o que?" e eu digo: "Locução". "Como assim?" ele pergunta. Aí eu digo: "Ouve só: LEIA EM ZERO HORA..." e ele reconhece na hora.