Introdução ao Kart: Parte 4




A maneira mais rápida de começar a pilotar um Kart é comprando um novo. Entretanto, um Kart zero quilômetro não é barato, e a depreciação de valor de um carro de corrida é muito maior que a de um carro de passeio. Uma outra forma de entrar na pista é comprando um Kart usado, de preferência, de alguma loja especializada. Caso você compre um Kart de um particular, e o motor estourar em três minutos, você estará na mão. Entretanto, dependendo do dono, você pode ter muitas vantagens com a aquisição. Se você comprar um Kart de um piloto desiludido, por exemplo, pode, a preços módicos, conseguir também dezenas de pneus, rodas, relações para o câmbio, o suporte para suspender o Kart, entre outros objetos.


Inspecionando seu Kart



Se você está comprando um Kart usado, antes de tudo, verifique o seu chassis. Poderá haver alguns amassos, mas, caso ele esteja torto ou desalinhado, desista do negócio. Quanto ao motor, especialmente os Rotax, Parilla ou de outras marcas especializadas em propulsores para Karts, veja quando foi sua última recauchutagem, quais partes são novas, quais são usadas, a quanto tempo estão instaladas e o preço para substitui-las. Caso o motor esteja muito próximo do momento da sua manutenção periódica, peça um orçamento numa oficina autorizada. Talvez não seja má ideia comprar um motor assim, pode sair mais barato que adquirir um novo.

O ideal é adquirir um Kart com um motor já instalado, evita negociações com duas pessoas e o trabalho de montar o propulsor, além da possibilidade de realizar um test-drive.


Instalação do Assento



Existem vários tamanhos de assentos para Karts, e é preciso adquirir um do tamanho certo para você, a fim de garantir seu conforto e o "feeling" do veículo na pista. Ainda assim, é necessário que ele seja instalado corretamente, caso contrário, a cada curva, ele vai sendo aos poucos desgastado, em virtude do deslocamento de seu tórax contra a estrutura lateral do assento. Uma boa pedida é comprar um protetor de tórax.

O processo de instalação não é complicado, mas é necessário encontrar o ponto certo no Kart onde o assento será firmado, de maneira a conciliar sua altura e pilotagem ágil e confortável. Isto vai depender das condições do Kart, da pista e dos hábitos do piloto, mas, em geral, o banco deve ficar posicionado mais na parte traseira do Kart, para distribuir mais o peso nas rodas traseiras, para aumentar o grip, e reclinado.


Instalação do Motor



Instalar um assento não é muito difícil. Instalar um motor, no então, é tarefa extremamente complexa. A parte mecânica do Kart consiste do motor, relação, corrente, radiador, entrada de ar, fiação elétrica, tanque de combustível, cabo do acelerador… Por isso, é melhor deixar esta parte para que pessoal especializado possa terminar a montagem do seu Kart.

Pode levar até cinco horas para que o Kart esteja pronto. Às vezes, a base do motor, ou o radiador, não se encaixam perfeitamente no chassi, e isso pode atrasar ainda mais o momento em que os primeiros sinais de fumaça possam ser exalados da saída do escapamento.




Confira os outros episódios da série:

Introdução ao Kart: Parte 1
Introdução ao Kart: Parte 2
Introdução ao Kart: Parte 3
Introdução ao Kart: Parte 4
Introdução ao Kart: Parte 5
Introdução ao Kart: Parte 6

Rockingham Motor Speedway - BMW Z4 35i - Onboard



Rockingham Motor Speedway - Audi TT RS - Onboard



Ferrari 288 GTO




A Ferrari GTO foi construída para competir na recém lançada competição de turismo, o Grupo B da Fédération Internationale du Sport Automobile (FISA), órgão regulador da Fédération Internationale de l'Automobile (FA), assim como foi com a Ferrari 250 GTO. O regulamento da categoria determinava produção mínima de 200 carros homologados, o que levou a 288 GTO a ser vendido ao público comum. No entanto, como apenas Ferrari e a Porsche, com seu modelo 959, ingressou na categoria, a série foi rapidamente abandonada, deixando apenas o campeonato de Rally Grupo B. O Porsche 959, assim como o 961, só correu três vezes no Grupo B, mas a Ferrari 288 GTO nunca correu, e os 272 carros produzidos permanceram apenas nas estradas.

A Ferrari 288 GTO foi baseado no modelo 308 GTB. O número 288 faz referência ao seu motor V8 de 2.855 cm³. Esta cilindrada foi determinada pela FIA, que determinava fator de multiplicação 1,4 para motores turbo, sendo assim, a 288 GTO correria com motores aspirados de até 3.997 cm³ no grupo Grupo B.



Diferentemente do 308 GTB, o motor foi montado longitudinalmente, utilizando todo o espaço traseiro do carro. O chassis é do tipo tubular e utiliza materiais leves na carroceria e na mecânica, como fibra de carbono e alumínio. A distância entre eixos é 110 mm maior que o 308 GTB, chegando à 2.450 mm, e as bitolas também eram mais largas.

O motor central-traseiro V8, com ângulo de 90º, 2.588 cm³, obtido com pistões de 80 mm de diâmetro e curso de 71 mm, utiliza 4 válvulas por cilindro, dois turbo-compressores IHI, dois intercoolers e injeção de combustível desenvolvida pelas empresas Weber e Marelli, fornecedores da Ferrari na Fórmula 1. Sua taxa de compressão é de 7,6:1, e a pequena dimensão dos dois turbos proporcionava o torque máximo a apenas 3.800 RPM. Seu desempenho é excepcional, com potência de 400 CV a 7.000 RPM e 50,6 mkgf de torque a 3.800 RPM, tem uma velocidade máxima de 306 Km/h, acelera de 0 à 100 km/h em apenas 4 segundos e de 0 à 200 km/h em apenas 15 segundos.



Foram construídos cinco modelos mais agressivos, aerodinâmicos e de maior potência, chamados 288 GTO Evoluzione. O motor do Evoluzione originalmente tinha 650 CV. Com peso de apenas 940 Kg, o carro tinha velocidade máxima de 362 Km/h. Estes carros deixavam mais clara a ligação entre a 288 GTO e a Ferrari F40, lançado logo a seguir.

A Ferrari 288 GTO foi o primeiro de uma série de carros esportivos, continuando com sua versão modificada até 1987, quando a Ferrari lançou a F40. Existem apenas três 288 GTO Evoluzione.


Quem tem um Santana não tem nenhuma pressa em sair dele.

Rockingham Motor Speedway - Audi S4 - Onboard