Campeonato Brasileiro de Marcas 2011 - Fábio Carbone - Autódromo Internacional Velopark - Onboard


Ari Vatanen: "o que eu teria feito diferente"

Em entrevista à Car And Driver, o finlandês campeão do Mundial de Rali e tetracampeão do Paris-Dakar reflete sobre a carreira que o levou das corridas à política.

Suas primeiras experiências com carros foram negativas, para dizer o mínimo.

Meu pai morreu em um acidente de carro, em 16 de outubro de 1960, quando eu tinha oito anos. Ele estava dirigindo seu primeiro carro, um Borgward. Ele estava muito orgulhoso do veículo, e estávamos a caminho do funeral de um amigo de meus pais, a 30 quilômetros de Tuupovaara, Finlândia, onde morávamos. Depois, minha mãe percebeu que estávamos equivocados sobre o funeral, que tinha realmente acontecido no dia anterior.

Jay Leno drives Morgan Threeweeler



Jay Leno saindo da estrada e ficando com a única roda motriz girando solta no ar!

Instant Kiwi. Give it a go.


Fiat Stilo Dualogic. É automático, e também esportivo, do jeito que a sua cabeça mandar.


Dodge Charger 500


O Dodge Charger 500 foi um dos pioneiros entre os "muscle cars", grandes automóveis norte-americanos, com uma verdadeira cavalaria sob o capô, que fizeram sucesso nos anos 60. Charger 500 de colecionador veio dos Estados Unidos em bom estado de consevação, com a capota de vinil intacta, mas a pintura teve que ser refeita. Na traseira, a larga faixa transversal com o número 500. Painel tem todos os instrumentos necessários, como contagiros. Motor big block desenvolve 330 cv. Com a grade fechada, não se vê os faróis. Com um simples comando, eles aparecem.

A década de 60 se notabilizou no mercado automobilístico norte-americano pelo lançamento de famosos esportivos e dos muscles-cars, grandes sedãs ou cupês com enormes e potentes motores V8.

Um dos pioneiros nessa linha de esportivos foi a linha Charger, modelo que ganhou extrema popularidade em 1968, no filme Bullit, com Steve McQueen, que, dirigindo um Mustang FastBack, persegue um grupo de marginais a bordo de um Charger R/T.

Em 1969, a Chrysler apresenta mais uma fera para as pistas (o famoso campeonato Nascar de carros turismo), o Dodge Charger 500. O número era uma referência à prova das 500 Milhas.

O colecionador mineiro Joel Paschoalin trouxe dos EUA um Charger 500 produzido em 1970. Um modelo impecável, de uma única proprietária desde zero, quilômetro e rigorosamente original em todos os detalhes. Como a grande maioria desses esportivos, o carro tem capota revestida com vinil. Joel conta que o Charger chegou em bom estado dos EUA e a única restauração necessária foi da pintura, que já mostrava sinais de cansaço. Mais nada.

O motorzão (chamado nos EUA de big block) tem 383 polegadas cúbicas de cilindrada (quase 6,3 litros) e desenvolve 330 cv de potência. O consumo de gasolina era piada de mau gosto e um dos motivos que derrubou o carro três anos depois, com a crise mundial do petróleo. As cores do Charger eram berrantes e a do carro focalizado é orange hemi (laranja).

O cupê é bastante confortável para quatro pessoas, inclusive para os dois que se acomodam no banco traseiro. A esportividade do carro está presente também no painel, com vários relógios que indicam temperatura da água, pressão do óleo, amperímetro e nível do tanque, além de um grande conta-giros circular ao lado do velocímetro.

No grande console, que vai até o banco traseiro, está a alavanca de marchas: a caixa automática tem apenas três velocidades para a frente, mas com tanta cavalaria no motor, nem precisava de outras.

Como um bom americano, a direção é assistida hidraulicamente e o volante é correto na cidade, mas muito macio na estrada. A suspensão não faz milagre, mas consegue ser razoavelmente firme nas curvas, contrariando o padrão dos típicos automóveis produzidos nos EUA.

Em todo o carro existem detalhes para lembrar que se trata de um esportivo: espelhinhos retrovisores do tipo Monza, rodas com desenho especial, bancos com pretensões anatômicas, tampa do tanque do tipo rápida, grade que cobre os faróis, mas deslizante quando eles se acendem, e uma grande faixa preta transversal com o número 500 na traseira. Mas o conforto não foi esquecido e o ar-condicionado marca presença, além de aquecimento, travas elétricas, som com fitas cartucho e outras mordomias.

Como a Chrysler estava presente no Brasil no início da década de 70, produzindo os Dodge Dart, ela aproveitou para lançar aqui o Charger R/T, mas com carroceria, detalhes mecânicos e de acabamento bastante distintos da versão norte-americana.

Vrum