A Internet se consolida como ferramenta de mídia à prova de "politicamente corretos"

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) reclamou recentemente de um anúncio publicitário da Dodge, que utiliza um macaco amestrado no final do vídeo, que você pode conferir abaixo.



A carta da PETA à Dodge:
Most top ad agencies in the country won't even consider producing an ad featuring a great ape these days given the well-documented abuse that young chimpanzees and orangutans suffer in the entertainment industry. This abuse starts when they are prematurely removed from their mothers and continues when they are trained to perform through savage beatings, denied even the most basic necessities, transported and housed in barren steel cages, and then discarded at seedy roadside zoos around the age of 8, even though they can live into their 60s. You won't find a great-ape trainer without a history of Animal Welfare Act violations and a reputation for dumping animals when they're no longer profitable. After watching a video narrated by Anjelica Huston about the use of great apes in entertainment, savvy ad agencies such as BBDO, Young & Rubicam, Grey Group, Draftfcb, and Saatchi & Saatchi made the compassionate decision not to exploit great apes in future ads. Dodge isn't going to dodge a bullet on this one. It needs to pull the ad - and we've contacted the company asking it to do just that.

A agência de publicidade, sem precisar retirar o comercial do ar por completo, lança mão de uma improvisação fantástica! Digitalmente, transformou o macaco em um ser "invisível"!



Coincidentemente, no Brasil, tivemos algo parecido no início do ano. A cervejaria Devassa fez um anúncio publicitário protagonizado por Paris Hilton, que logo foi barrado pelo CONAR, alegando que isso "rebaixaria" a imagem da mulher, que é tratada como um objeto e coisa e tal...



A agência de publicidade contratada não deixou por menos: fez um vídeo com as imagens dos rótulos da Devassa com uma tarja preta onde estão os seios da mulher que é o símbolo da marca.



Sem querer, as agências de publicidade ganharam uma ferramenta bastante eficiente para explorar: a Internet, que possui um enorme poder de atingir certos públicos-alvos, sem precisar se preocupar com os chamados "politicamente corretos".

Claro que é praticamente impossível agradar a gregos e troianos, mas, caso haja um movimento, seja com um Trending Topic no Twitter ou por outro método, criticando negativamente uma ação publicitária, ela pode ganhar muito mais audiência e aumentar sua repercussão do que uma crítica positiva.

Ou ainda, a agência que cria uma campanha que pode sofrer uma sanção, ou ser alvo de investigações, por parte dos órgãos reguladores da publicidade, e mesmo assim, publica-a na mídia televisiva. Quando ela é banida do ar, ela pode gerar a repercussão necessária para ser bastante visualizada na Internet, onde ela fatalmente é publicada, e gera uma ansiedade por parte do público para o próximo anúncio, o "publicamente correto", e, com um pouco de satirismo ou sarcasmo, pode gerar a campanha ideal, atuando quase como um "viral", atingindo praticamente todos os públicos.

Para encerrar o texto, uma animação dramatizando tudo que aconteceu na polêmica PETA X Dodge.


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