1971 Indianapolis 500: quando o safety car provocou um acidente no pit lane

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Em 1971, nenhuma das "três grandes" montadoras de automóveis (lê-se General Motors, Ford e Chrysler) quiseram patrocinar o pace car para a Indy 500. Na época, o mercado de muscle cars estava enfraquecido.

Eldon Palmer, proprietário de quatro concessionárias Dodge em Indianápolis, ofereceu-se para suprir o carro-madrinha para a corrida de 800 quilômetros. O veículo escolhido foi um Dodge Challenger 383-4V.
1971 Indianapolis 500 Dodge Challenger 383-4V Indy Pace Car Eldon Palmer
Como recompensa, Palmer foi o escolhido para guiar o carro no início das 500 Milhas de Indianápolis. Para não fazer feio, Eldon praticou no sábado a entrada no pit lane, que teria que ser feita em alta velocidade, para dar ritmo suficiente para os bólidos da Indy 500.

Para não perder o ponto de frenagem, Palmer supostamente pendurou uma bandeira laranja no pit lane para usá-la no domingo como um ponto de referência. Entretanto, a presença do objeto foi assunto de discussão entre os comissários da prova.

Durante a parade lap e a pace lap, Chris Schenkel, da ABC, Tony Hulman e John Glenn estariam também a bordo do Dodge Challenger. Na última curva, para liberar a largada, Eldon Palmer apontou para o pit lane e acelerou rumo à linha de chegada, que também está demarcada no pit lane, para que os carros que participam da corrida possam acelerar e iniciar a corrida atrás do pace car, como previsto no regulamento.

No entanto, o ponto de referência que Eldon Palmer instalou no pit lane para saber o momento de começar a frear, a bandeira laranja, foi removida. Ao atingir 200 km/h, percebeu que estava indo rápido demais. Pendurou o carro nos freios.
Como o sistema de frenagem da época era composto dos ineficientes freios a tambor, Palmer perdeu facilmente o controle do carro, que saiu de traseira e atingiu uma arquibancada que estava instalada no final do pit lane, construída especialmente para os fotógrafos.

A arquibancada caiu, ferindo 29 pessoas. Ninguém morreu. Apesar do acidente no pit lane, a corrida no Brickyard prosseguiu normalmente.
Palmer ficou com o carro, realizando o seu conserto e restauração. Em 2006, o carro foi vendido a um colecionador. Após 1971, os pace cars somente seriam conduzidos por ex-pilotos da Indy ou pessoas com experiências em outras competições.

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