A Internet pode morrer?

Sempre ligadas, a banda larga e a conectividade móvel da web faz com que acreditemos que a internet está disponível para nós 24 horas por dia. Mas isso nem sempre acontece e fato é que o futuro da Internet pode ser um pouco incerto.

De acordo com um artigo publicado no TechRadar, os fornecedores de conteúdos multimídia dos dias atuais lutam com a tecnologia que foi inventada na década de 1960; tecnologia que agora apresenta rachaduras quando colocada sob pressão.

Um exemplo de rachadura da Web é o spam, ou lixo eletrônico, que ameaça enterrar-nos sob um monte de anúncios de Viagra, regimes miraculosos e sites pornográficos. Estima-se que a publicidade não solicitada responda atualmente por cerca de 80 a 90 por cento de todo o tráfego de e-mails - um número estimado de 100 mil milhões de mensagens a cada dia.

O instituto norte-americano Ferris Research, que estuda as conseqüências das fraudes online, estimou que em 2007 seus gastos atingiram o valor de US$ 100 bilhões em todo o mundo, sendo que os EUA arcou com US$ 35 bilhões desse total. Este custo estimado inclui, entre outras coisas, o tempo que os empregados levam para apagar o lixo eletrônico. Porém, bem mais perturbador que isso é o tempo dedicado a encontrar e-mails legítimos em meio a tantas pastas de tranqueiras virtuais.

Um exemplo significativo de como os spams podem atrapalhar a vida das empresas e dos usuários aconteceu em outubro de 2008, quando a Virgin Media, um dos maiores provedores dos EUA, sofreu um ataque de spam que cortou o acesso ao e-mail de cerca de metade dos seus 200.000 clientes por quatro dias.

Apocalipse?

Pesquisadores têm apontado ao longo da última década que o apocalipse de spam acontecerá daqui dois anos e que a solução definitiva para o problema não é virtual. É legal.

O TechRadar explica que, apesar de listas negras de programas como o SpamGuard do Yahoo e o SmartScreen da Microsoftajudarem no combate ao spam a nível pessoal, as legislações norte-americana e européia tem feito da comercialização de e-mails não solicitados um crime, dando aos tribunais o poder de parar os infratores virtuais, acertando-os onde realmente dói: na carteira.

A empresa de segurança Symantec relatou que dos 1,1 milhão de malwares, vírus e trojans em circulação, 64 por cento eram novos em 2007. Isto sugere que os produtores de malware estão criando novas variáveis de códigos maliciosos mais rápido do que os softwares de segurança podem detectá-los. E, se a produção de malware continuar neste ritmo, com ameaças dobrando ano a ano, em breve a utilização da Internet se tornará impossível.

Os efeitos de um código malicioso podem variar amplamente, a partir de um navegador da Web infectado que abre novas janelas de programas que recolhem dados pessoais. Alguns vírus sobrescrevem os arquivos chave do Windows, corrompendo o sistema. Fato é que a invasão virtual é uma ameaça constante e perene, sendo o tipo mais usual de ataque chamado de Denial of Service (DoS).

Também denominados Ataques de Negação de Serviços, os DoS consistem em tentativas de impedir usuários legítimos de utilizarem um determinado serviço de um computador. Para isso, são usadas técnicas que podem sobrecarregar uma rede a tal ponto em que os verdadeiros usuários dela não consigam usá-la; derrubar uma conexão entre dois ou mais computadores; fazer tantas requisições a um site até que este não consiga mais ser acessado; e negar acesso a um sistema ou a determinados usuários.

E afinal, qual seria a saída para a crescente proliferação de malwares e programas maliciosos? O artigo do TechRadar aponta o controle do problema por meio de uma atitude coordenada e eficaz. Ou isso, ou podemos nos preparar para um eminente colapso na rede.

Olhar Digital

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