
Um bom exemplo disso é a segunda faixa Love Is Noise, primeiro single do álbum, que arremessa o ouvinte da poltrona direto para o centro da sala, que fatalmente transforma-se em uma pista de dança. Com uma melodia interessante, letra e efeitos insistentes, conhecemos então a melhor música do álbum.
Como se quisesse apresentar ao ouvinte um cartão de visitas para a nova fase da banda, Love is a Noise faz parte de uma sequência onde temos também a bela faixa de abertura Sit and Wonder, e Rather Be que já está estourada nos programas de vídeo clipes na TV. Nessa última conseguimos sentir o gosto do velho The Verve, porém com adoçante ao invés de açúcar.
O álbum tem outros bons momentos para mostrar, como em I See Houses, que é recheada de todo os clichês do Rock inglês, e momentos entediantes e desnecessários como a chatíssima Numbness ou ainda em Noise Epics que nada mais é que uma sequência de barulhos conforme o próprio nome dá pista.
Forth, como diz o nome, o quarto disco da banda, não chega a decepcionar, mas acaba mostrando pouco para uma banda que não lançava um álbum há onze anos.
No fim a banda inglesa confirma o padrão de qualidade mediano que sempre esteve associado à mesma, mas mesmo assim, o álbum serve para provar que Richard Ashcroft funciona melhor como "The Verve" do que em suas aventuras em carreira solo.
Whiplash
Postar um comentário