Foi no dia 28 de outubro daquele ano. O local escolhido foi o California Speedway, em Fontana, e o carro era o Reynard 01I-Honda usado pelo Team Penske na época. Sem as limitações impostas pelo regulamento da CART na época, o piloto registrou, em uma das voltas que percorreu, a velocidade máxima de 241,428 MPH (386,285 km/h), o que permanece até hoje como o recorde oficial de velocidade registrado por um carro de corrida em um circuito fechado.
Kelvin Fu, presidente da Honda Racing USA, tomou a decisão mais pessoal do que promocional de criar um documentário, onde há a participação de Zak Brown, CEO da McLaren, além dos pilotos Rick Mears, Hélio Castroneves, Dario Franchitti e Tony Kanaan e por último, mas não menos importante, Roger Penske, proprietário da equipe na qual Gil de Ferran conquistou mais um título da CART, no ano seguinte ao registro do recorde, além de vencer a Indy 500.
"Gil de Ferran foi de grande importância para a Honda, e ele possui um lugar especial em nossos corações, devido aos seus títulos e vitórias em corridas memoráveis, mas a velocidade de 241,428 milhas por hora foi algo extraordinário", disse Fu.
Até hoje, nenhuma categoria, mesmo a IndyCar, conseguiu bater o recorde marcado por Gil de Ferran em 2000, e muito disso tem a ver com as regras modernas, que limitaram pressão de turbocompressores, aumentaram o arrasto aerodinâmico e estreitaram a resistência de pneus.
Para aumentar ainda mais a importância do registro, um recorde de velocidade em circuito fechado, ainda que seja um oval, é mais relevante que em uma simples aceleração em uma reta longa, pois precisa, além, é claro da potência do motor, a capacidade de lidar com a força G aplicada em curvas.

Postar um comentário