Bicampeão. Biimpressionante. Biemocionante.




Não tinha palavras para descrever o meu sentimento diante da conquista do bicampeonato da Copa Libertadores da América por parte do Sport Club Internacional até hoje, quando vi esta compilação de imagens dos principais lances do time na competição.

O que percebi neste ano no plantel de jogadores do Inter é que ele parece mais coeso ainda que o de 2006, quando conquistou o Mundial de Clubes, diante do Barcelona. Podendo enfrentar a Internazionale de Milão, em 18 de dezembro, o Colorado tem um banco de reservas "de luxo", que mais parece outro time titular, que quebrou bem o galho no Brasileirão, enquanto o grupo principal se preparava para derrotar seus adversários na Libertadores.

No entanto, em 2010, o Inter teve percalços ainda maiores que em 2006. Enfrentou dois times argentinos nas oitavas e nas quartas-de-final, um deles, o Estudiantes de la Plata, o campeão de 2009. Jogando "com o regulamento embaixo do braço", o Colorado causou aflição aos torcedores até os últimos momentos dos jogos de volta, deixando-os um pouco desacreditados quanto à sua performance nas próximas partidas, o que motivou a demissão de Jorge Fossati do comando técnico do time, e a contratação do odiado Celso Roth.

Todavia, o novo técnico conseguiu chamar os jogadores para si, mexendo onde precisava no esquema tático, substituindo jogadores. Quem diria que Leandro Damião finalmente teria "seu lugar ao sol" nas últimas partidas... Renan, de quase vilão a heroi em questão de minutos!

Roth, quando chegou novamente ao Colorado, tinha em mente que precisava apenas de seis partidas para conquistar o maior feito de qualquer jogador ou treinador sulamericano: conquistar o Mundial de Clubes. Ele já passou por quatro. Agora, só faltam duas partidas. Enquanto isso, o Brasileirão está aí, e estar próximo dos quatro primeiros na competição é essencial, caso queira conquistar este "extra", que não o faz há 31 anos.

Se o Sport Club Internacional vive nese final de década a mais importante de sua vida, deve agradecer a um ser humano: Fernando Carvalho. Ele, que teve a ousadia de "elitizar" o "clube do povo", com uma campanha de associados de fazer inveja até aos clubes de maior torcida do Brasil, retomou o caminho das vitórias do Inter desde 2003, com um trabalho de longo prazo, que tinha a previsão de ganhar uma Libertadores em 2006, com direito à "cereja do bolo", com o Mundial de Clubes, no final daquele ano.

Junto com Ildo Meneghetti, Carvalho será um dos presidentes mais lembrados pelos colorados por suas conquistas. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil, formula a maior reforma no estádio Beira-Rio, inclusive, planejando a construção do terceiro piso, para acomodar mais torcedores, já que a capacidade máxima atual não é nem metade do número de sócios que colaboram hoje com o clube.

Com a venda do antigo estádio dos Eucaliptos, o dinheiro em caixa será ainda maior para as reformas. Acredito que a prioridade de Carvalho será o aumento de lugares no estádio, para que os espetáculos gerados pela torcida sejam ainda maiores e melhores. Fernando Carvalho entra para a história do futebol, transformando, em oito anos, o Sport Club Internacional, com 101 anos de idade, um dos maiores clubes da América.

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