Changing gears without interruptions. The Volkswagen Golf with direct shift gearbox.
Schalten ohne Unterbrechungen. Der Volkswagen Golf mit Direktschaltgetriebe.
Changing gears without interruptions. The Volkswagen Golf with direct shift gearbox.
Publicado: quarta-feira, 17 de agosto de 2011 às 17:29
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Lamborghini LP 550-2 Valentino Balboni Edition - Onboard with Valentino Balboni - Auto Club Speedway
Publicado: quarta-feira, 17 de agosto de 2011 às 12:11
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Opel Kadett. Stijl die bij je past.
Opel Kadett, a style that suits you.
Publicado: terça-feira, 16 de agosto de 2011 às 17:27
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O preço da dignidade
Um dos primeiros clientes da pequena agência que montei com uma amiga, a Mutirão de Profissionais de Propaganda, foi a Ática, a maior editora de livros didáticos do país, para quem fizemos anúncios memoráveis.
Foi uma relação de muito respeito, amor e confiança, mas como, no aspecto comercial, não há amor que dure sempre, a editora foi vendida, e então, o célebre “agora sob nova direção” parou tudo. Nunca mais se viu um anúncio com a sua marca.
Em compensação, nossa experiência com esse tipo de cliente fez com que outra editora, sabendo que já não estávamos com a grande concorrente, nos procurasse para entregar sua conta. Foi uma negociação dificílima: havia um diretor que não conversava em outros termos que não fossem: finanças, custos, descontos etc., etc. Era reunião pra lá, reunião pra cá e nada se definia, porque o homem achava que não deviam pagar criação e com muito favor, aceitariam trabalhar conosco se baixássemos nossos honorários de veiculação em 50%, ou mais. É claro que não topamos, e nem toparíamos: pela falta de ética, pela falta de vergonha, por respeito ao nosso ofício e finalmente, porque foram eles que “encostaram o umbigo em nosso balcão” e não nós no deles.
Acho que pelo fato de nos terem procurado, somente por isso, o homem resolveu aceitar nossas condições e nos encaminhou para o setor de vendas que também respondia pela propaganda, e como primeiro trabalho, nos passaram uma urgente lição de casa: um anúncio em homenagem aos escritores no “Dia do Escritor”. Um briefing simples e lacônico: “é preciso valorizar o Escritor, porque é daí que vem o nosso ganha pão”. Nós completamos com educação, cultura e saber.
Criamos um ótimo anúncio (modéstia à parte), cujo título era um trecho do poema “O livro e a América” de Castro Alves:
“Oh bendito o que semeia livros, livros a mancheias e manda o povo pensar...”
Brilhante ideia, porque semear livros a mancheias e fazer o povo pensar, além de ser um dever de cada um é o verdadeiro papel do escritor, dos livreiros e das editoras... Conscientes disso e com toda aquela empolgação de agência nova, fomos apresentar o trabalho para o pessoal de vendas. Eles vibraram com a peça, mas tiveram que chamar um diretor para ajudá-los a tomar a decisão e não deu outra. Quem veio? Aquele diretor que queria cortar nossos honorários. Era o homem do dinheiro e também da palavra final.
O que não sabíamos era que ali estava um racista daqueles de filme da Ku Klux Kan, antissemita e defensor intransigente do III Reich, do Santo Ofício, do Apartheid, anticomunista até a medula, era quem diria se a empresa faria ou não o anúncio.
Após nossa reapresentação, durante a qual ele não moveu um único músculo da dura face, puxou o texto de minha mão, dando uma lida bem superficial e, com uma expressão iradíssima e a voz rouca de ódio, sentenciou: “esse poeta de merda, proxeneta e comunista, dava o rabo para os negros e corria atrás das negras, por isso os defendia com tanta convicção...”. E mais: “Nossa empresa jamais assinará um anúncio como este, enquanto eu for vivo e diretor dela. Façam coisa melhor, se quiserem nossa conta”.
Nossa frustração foi grande. Só não foi maior, porque aproveitamos a oportunidade e descendo ao seu nível, mandamos que enfiasse sua editora no rabo, e nos despedimos em quase ritmo de Castro Alves:
“vossa senhoria, que com sua miopia, fala sobre o que não leu, fala sobre o que não viu, pois que poeta safado proxeneta e comunista é a PQP”
Vale lembrar que o homem era mulato claro, beirando a branco e, quisesse ele ou não, um ilegítimo descendente do povo negro a quem o grande poeta dedicou seu verbo, sua verve e sua vida.
Perdemos o cliente, mas mantivemos a dignidade.
Humberto Mendes
Vice-presidente executivo da Fenapro
CENP em Revista
Edição 27, p. 52
Foi uma relação de muito respeito, amor e confiança, mas como, no aspecto comercial, não há amor que dure sempre, a editora foi vendida, e então, o célebre “agora sob nova direção” parou tudo. Nunca mais se viu um anúncio com a sua marca.
Em compensação, nossa experiência com esse tipo de cliente fez com que outra editora, sabendo que já não estávamos com a grande concorrente, nos procurasse para entregar sua conta. Foi uma negociação dificílima: havia um diretor que não conversava em outros termos que não fossem: finanças, custos, descontos etc., etc. Era reunião pra lá, reunião pra cá e nada se definia, porque o homem achava que não deviam pagar criação e com muito favor, aceitariam trabalhar conosco se baixássemos nossos honorários de veiculação em 50%, ou mais. É claro que não topamos, e nem toparíamos: pela falta de ética, pela falta de vergonha, por respeito ao nosso ofício e finalmente, porque foram eles que “encostaram o umbigo em nosso balcão” e não nós no deles.
Acho que pelo fato de nos terem procurado, somente por isso, o homem resolveu aceitar nossas condições e nos encaminhou para o setor de vendas que também respondia pela propaganda, e como primeiro trabalho, nos passaram uma urgente lição de casa: um anúncio em homenagem aos escritores no “Dia do Escritor”. Um briefing simples e lacônico: “é preciso valorizar o Escritor, porque é daí que vem o nosso ganha pão”. Nós completamos com educação, cultura e saber.
Criamos um ótimo anúncio (modéstia à parte), cujo título era um trecho do poema “O livro e a América” de Castro Alves:
“Oh bendito o que semeia livros, livros a mancheias e manda o povo pensar...”
Brilhante ideia, porque semear livros a mancheias e fazer o povo pensar, além de ser um dever de cada um é o verdadeiro papel do escritor, dos livreiros e das editoras... Conscientes disso e com toda aquela empolgação de agência nova, fomos apresentar o trabalho para o pessoal de vendas. Eles vibraram com a peça, mas tiveram que chamar um diretor para ajudá-los a tomar a decisão e não deu outra. Quem veio? Aquele diretor que queria cortar nossos honorários. Era o homem do dinheiro e também da palavra final.
O que não sabíamos era que ali estava um racista daqueles de filme da Ku Klux Kan, antissemita e defensor intransigente do III Reich, do Santo Ofício, do Apartheid, anticomunista até a medula, era quem diria se a empresa faria ou não o anúncio.
Após nossa reapresentação, durante a qual ele não moveu um único músculo da dura face, puxou o texto de minha mão, dando uma lida bem superficial e, com uma expressão iradíssima e a voz rouca de ódio, sentenciou: “esse poeta de merda, proxeneta e comunista, dava o rabo para os negros e corria atrás das negras, por isso os defendia com tanta convicção...”. E mais: “Nossa empresa jamais assinará um anúncio como este, enquanto eu for vivo e diretor dela. Façam coisa melhor, se quiserem nossa conta”.
Nossa frustração foi grande. Só não foi maior, porque aproveitamos a oportunidade e descendo ao seu nível, mandamos que enfiasse sua editora no rabo, e nos despedimos em quase ritmo de Castro Alves:
“vossa senhoria, que com sua miopia, fala sobre o que não leu, fala sobre o que não viu, pois que poeta safado proxeneta e comunista é a PQP”
Vale lembrar que o homem era mulato claro, beirando a branco e, quisesse ele ou não, um ilegítimo descendente do povo negro a quem o grande poeta dedicou seu verbo, sua verve e sua vida.
Perdemos o cliente, mas mantivemos a dignidade.
Humberto Mendes
Vice-presidente executivo da Fenapro
CENP em Revista
Edição 27, p. 52
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Mercado de Trabalho,
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Publicado: terça-feira, 16 de agosto de 2011 às 12:30
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Chevrolet Chevette 1983. O show do trânsito.
Publicado: segunda-feira, 15 de agosto de 2011 às 17:27
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Richard Hammond drives Paramount Group Marauder
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British Broadcasting Corporation (BBC),
Carros,
Paramount Group,
Richard Mark Hammond,
Televisão,
Top Gear,
Top Gear UK
Publicado: segunda-feira, 15 de agosto de 2011 às 12:23
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