Sancionada migração de rádios AM para FM

Presidente Dilma Rousseff assinou decreto que regulamenta transição de faixas, favorecendo até 1,8 mil emissoras brasileiras
Radio Dial AM / FM
Durante cerimônia conduzida no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que regulamenta a transição das emissoras AMs para a faixa FM. A medida é estratégica para o mercado radiofônico, cuja baixa qualidade das ondas médias vinha perdendo audiência e anunciantes para as emissoras em VHF.

A sessão foi aberta por Daniel Slaviero, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert). Também falaram João Jorge Saad, presidente da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) e presidente do Grupo Bandeirantes; Luiz Claudio da Silva Costa, presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel); e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

No tablado, além da presidente e do ministro, estavam o presidente do Senado, Renan Calheiros, e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Na plateia, havia políticos, autoridades e empresários do setor. A escolha da data foi simbólica: 7 de novembro é também o Dia do Radialista.

Saad ressaltou a importância do decreto para o mercado e questionou a possibilidade de o governo facilitar financiamentos para custear despesas técnicas da transição. Costa considerou a data um "marco divisor na história do rádio brasileiro", agradecendo ao apoio dos diferentes ministérios, do executivo e do legislativo no processo.

Slaviero também agradeceu e aproveitou o ensejo para destacar o projeto de Flexibilização da Voz do Brasil, que "circula há 12 anos no Congresso", disse. Segundo o diretor da Abert, o texto prevê três horas de margem para veiculação da programação pública e está a ponto para ser votado.

O ministro da comunicação ressaltou que as emissoras interessadas em continuar na faixa AM serão respeitadas e poderão ser beneficiadas com ampliação de cobertura.

Segundo Bernardo, a Anatel vai realizar estudos de viabilidade técnica para verificar a inclusão de novos canais, principalmente nas grandes cidades, onde o espectro FM está repleto e precisará de uma extensão de faixa.
Mudanças no espectro Para que todas emissoras AM possam migrar para FM, o espectro radioeletrônico terá de sofrer modi ficaçães,o que inclui canais de TV e de telefonia. Ainda que não esteja em escala real, o gráfico abaixo explica parte dessas alterações. 300- 3000 (HZ HF 3 -30 mHz FM 88 -108 MHZ 30- 300 Non - Rádio Astronomia (canal 37) - UHF VHF MF 300- 3000 MHZ • Telefonia móvel ocupa boa parte dos 850 MHz em diante, com 3G, GSM. 4G. wi-fi etc. Outros sinais do restante do espectro incluem satélite banda C (antenas parabólicas) AM °' 525 -1705 (HZ 54- 72 MHZ 01 (canais 2 a 4) 76- 88 N.O, (canais 5 e 6) 174 -216 mHZ,., (canais 7 a 13) 470-608 mHz0, (canais 14 a 51) 696- 746 RH (canais 52 a 59) Retornarão a União as frequências originais de canais que migrarem para outras faixas P) Nas cidades com espectro FM carregado, essa faixa será anexada e receberá as ex-emissoras de AM 13, Atualmente reservados as TV abertas analogicas, esses canais se tornara° digitais c'f Faixa pretendida pelas [decora para 40 Áreas reservadas a outros serviços, como radionavegação,   radioamador. sistemas maritimos. radiotaxi etc. iOn. PO, Tf..
A presidente, após assinar o decreto, destacou que a migração para o FM vai também conquistar novas gerações que não se habituaram ao AM, embora sejam ouvintes frequentes de música e programação em dispositivos móveis.

Dilma ressaltou o caráter histórico do AM, lembrando como as emissoras de ondas médias marcaram sua infância, citando diversos programas e personagens, como a radionovela Direito de Nascer e o mocinho Albertinho Limonta, interpretado por Amilton Fernandes, arrancando risos e aplausos.

A presidente terminou seu discurso lembrando que hoje é também aniversário de Ary Barroso, que começou sua popularidade no rádio brasileiro, e parabenizou os radialistas pelo seu dia.

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