F1 2012 Season Review

F1 2012 Monaco GP Race Start
A era dourada da Fórmula 1 continuou em 2012. Seis campeões mundiais participaram das vinte etapas do campeonato, e sete pilotos diferentes venceram as sete primeiras provas da temporada. O mais novo tricampeão (em sequência) é Sebastian Vettel, além da Red Bull Racing conquistar novamente o título de construtores.

O KERS e o DRS continuaram a marcar presença nas corridas, proporcionando memoráveis disputas. Os "difusores soprados" foram banidos, exigindo dos engenheiros uma reotimização dos carros. No entanto, não impediu Adrian Newey a inventar alguns apetrechos nos carros da Red Bull Racing, fazendo com que as equipes corressem atrás de soluções semelhantes.

Além disso, a Mercedes AMG criou seu "DRS duplo", que, além de diminuir o arrasto aerodinâmico na asa traseira, também diminuía o downforce na parte dianteira dos seus veículos. A Lotus inventou uma suspensão que regulava automaticamente sua altura quando o piloto pressionava o pedal do freio. No entanto, a FIA baniu o equipamento.

A Pirelli também contribuiu para o espetáculo da Fórmula 1, criando pneus de curta duração, o que foi mais ou menos uma versão dos pneus de qualificação dos anos 1980 para as corridas. Fazer com que eles durassem mais era uma árdua tarefa dos pilotos. Mesmo Jenson Button, com sua "tocada" suave, teve muito trabalho com o desgaste da borracha.

Em 2011, Sebastian Vettel venceu onze provas. Este ano, o alemão teve mais trabalho. Mesmo assim, foi o que mais venceu, subindo cinco vezes ao posto mais alto do pódio. Lewis Hamilton venceu quatro vezes, Jenson Button e Fernando Alonso, três, Mark Webber, duas vezes. Kimi Raikkonen venceu o GP de Abu Dhabi. Nico Rosberg e Pastor Maldonado venceram pela primeira vez na Fórmula 1 em 2012, o alemão, o GP da China, e o venezuelano, o da Espanha.

A Red Bull Racing enfrentou adversidades durante a primeira metade da temporada, em razão de problemas com a deficiência de downforce na parte traseira dos seus carros, em virtude do banimento dos "difusores soprados", e de problemas elétricos, mais precisamente, com os alternadores fornecidos pela Renault.

Nos boxes vizinhos, a McLaren tinha o melhor carro, vencendo em Melbourne e Sepang. No entanto, os problemas começaram já em Shanghai, com uma troca de câmbio do carro de Lewis Hamilton. Em Barcelona, um problema com o combustível tirou a pole position do campeão de 2008 e o jogou para o final do grid. Superados os percalços, Lewis conquistou os GPs da Hungria e da Itália, e Button venceu o GP da Bélgica.

Os carros da Ferrari não possuíam performance suficiente para estarem entre os primeiros. No entanto, Fernando Alonso incrivelmente conseguiu "extrair" velocidade do seu bólido, vencendo o chuvoso GP da Malásia. O espanhol manteve a liderança de forma surpreendente, até que a Red Bull Racing conseguiu acertar no desenvolvimento de seus carros.

Com uma suspensão revisada, o RB8 permitiu a Sebastian Vettel vencer os GPs de Cingapura, Japão, Coreia do Sul e Índia. Ao mesmo tempo, a maré de azar de Fernando Alonso iniciou, com um grave acidente na largada do GP da Bélgica, onde Romain Grosjean abalroou o espanhol, além de atingir Lewis Hamilton e Kamui Kobayashi. Depois, no GP do Japão, também na primeira curva, Alonso foi atingido por Raikkonen.

Para tentar recuperar terreno, a Ferrari causou polêmica em Austin, removendo o lacre da caixa de câmbio do carro de Felipe Massa, fazendo-o perder cinco posições, e permitindo a Fernando Alonso subir uma, de forma que pudesse largar do lado "limpo" da pista, e com maior tração na largada, conseguiu ultrapassar alguns pilotos.

O Circuit Of The Americas foi palco de uma volta triunfal da Fórmula 1 aos Estados Unidos da América, com uma grande corrida, e Lewis Hamilton venceu, depois de passar muito trabalho para ultrapassar Sebastian Vettel. Fernando Alonso lutou até o último GP, mas perdeu o título por três pontos. Felipe Massa saiu fortalecido do GP do Brasil, fazendo uma grande recuperação, após uma primeira metade de temporada ruim.

A velha Renault, que mudou seu nome para Lotus, foi a nova "casa" de Kimi Raikkonen, vindo dos ralis. A parceria resultou em uma vitória, no GP de Abu Dhabi. O Lotus E20 foi um bom carro. Chegou a ser considerado o melhor em algumas provas, como as do Bahrein, Canadá e Hungria. Romain Grosjean quase venceu o GP da Europa, mas sofreu do mesmo problema de Sebastian Vettel, na mesma prova, o famigerado alternador não os permitiu terminar a corrida.

Parecia que a Mercedes AMG teria, finalmente, uma grande temporada em 2012. A vitória de Nico Rosberg no GP da China deu ainda mais esperanças à equipe de Brackley. Mas o F1 W03 não evoluiu muito sua performance. Michael Schumacher teve outra temporada ruim. Envolveu-se em acidentes evitáveis, batendo na traseira de Bruno Senna, em Barcelona, e bateu em Jean-Eric Vergne, em Cingapura. Depois, anunciou sua segunda aposentadoria. Apesar disso, conquistou sua "pole honrosa" em Mônaco, quando uma troca de câmbio o obrigou a largar em sexto, além de seu primeiro pódio após sua volta à Fórmula 1, nas ruas de Valência.

A Sauber também foi uma das surpresas da temporada 2012. Sergio Perez chegou a liderar o GP da Malásia, mas uma saída de pista, em razão do asfalto molhado pela chuva, fez o mexicano perder o primeiro lugar para Fernando Alonso, que venceria em uma Ferrari problemática. Nos bastidores, também causou alvoroço. Monisha Kaltenborn foi a primeira mulher a se tornar chefe de equipe de Fórmula 1.

O desempenho de Sergio Perez a bordo do C31 rendeu ao piloto mexicano a assinar um contrato com a McLaren para 2013. Kamui Kobayashi, por outro lado, teve sua performance ofuscada pelo companheiro de equipe, não conseguindo repetir os feitos de temporadas passadas, perdendo seu lugar para Nico Hulkenberg, que fará a dupla da equipe suiça com Esteban Gutierrez. Mas a temporada do japonês não foi só de maus momentos. Ele conquistou seu primeiro pódio na Fórmula 1, no Grande Prêmio disputado em sua terra natal.

A Force India também teve um desempenho melhor em relação a 2011, conquistando 109 pontos, quarenta a mais que no ano passado. Nico Hukenberg conquistou um quarto lugar em Cingapura, e chegou a liderar o chuvoso GP do Brasil, após ultrapassar os dois pilotos da McLaren.

A Williams tinha seu melhor carro em anos, graças ao trabalho de Adam Parr, Mark Gillan e Mike Coughlan. No entanto, as expectativas foram maiores que a realidade, mas a equipe de Frank teve alguns momentos de ótima performance, como a vitória de Pastor Maldonado no GP da Espanha, resistindo à pressão do piloto local Fernando Alonso. Nem mesmo o incêndio nos boxes da equipe após a prova foi capaz de acabar com a festa dos integrantes da Williams, que não comemorava uma vitória desde o GP do Brasil de 2004.

Pastor Maldonado também foi alvo dos comissários de prova em várias provas da temporada, chegando a ser punido com perda de dez posições no grid de largada no GP do Brasil, após a terceira reprimenda recebida. Bruno Senna também teve seus bons momentos, ao chegar em sexto no complicado GP da Malásia. No entanto, a baixa performance do sobrinho de Ayrton Senna fe-lo perder seu lugar para o finlandês, campeão da GP3, Valtteri Bottas.

A Scuderia Toro Rosso teve uma dupla promissora, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne. O francês conseguiu quatro oitavos lugares. Já o australiano obteve quatro chegadas em quinto e dois sextos lugares. Já Caterham, Marussia e HRT não fizeram o progresso esperado. A equipe de Tony Fernandes fez uma temporada decepcionante, não conseguindo diminuir a diferença para o pelotão intermediário, apesar da adoção do KERS.

A Marussia não poderia estar em pior momento. Em um teste realizado no aeródromo de Duxford, a piloto de testes Maria de Villota sofreu um gravíssimo acidente, batendo na traseira de um caminhão da equipe, perdendo o olho direito. A HRT, sob nova direção, e em nova sede, melhorou sua performance, mas não o suficiente para sair do último lugar no campeonato de construtores.

A temporada de 2012 foi fantástica, com uma boa dose de corridas e lances imprevisíveis, e uma batalha pelo título repleta de acontecimentos que garantiram a emoção do início ao fim do campeonato. Espera-se muito mais em 2013, a partir de 15 de março, na Austrália.

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