RIP!: Um Manifesto do Remix

Documentário open source mostra a importância dos mashups e crowdsourcing


RIP!: a Remix Manifesto é um documentário dirigido pelo ciberativista Brett Gaylor, e tem como foco principal a discussão acerca dos direitos autorais, propriedade intelectual, compartilhamento de informação e a cultura do remix na atualidade.

O documentário conta com presenças ilustres, como a do produtor Gregg Willis, conhecido no mundo da música como "Girl Talk", Lawrence Lessig, criador da Creative Commons, Gilberto Gil, na época da produção do documentário, Ministro da Cultura no Brasil, e o crítico cultural Cory Doctorow.

Para ativar as legendas, basta clicar no ícone "cc", que fica visível após iniciar o vídeo.

A morte a serviço da imortalidade

Pouco antes do terrível acidente que vitimou a banda Mamonas Assassinas ocorrer, o grupo conseguiu o mérito da onipresença. Era aceito em todos os canais, para divulgar seu único disco auto-intitulado de Mamonas Assassinas. Sucesso em todo Brasil, tendo conquistado principalmente o público infantil, o grupo paulista viveu uma das últimas grandes épocas da venda de CD.

As letras, que primavam por duplo sentido e pobreza estética, caiu como uma luva no gosto popular. Vez por outra, a sociedade brasileira escolhe o seu "quanto pior melhor" para cantar junto, chorar junto, brincar junto e sofrer junto. Imagino que em tempos de twitter, Dinho (vocalista) seria um daqueles que teria mais de 1 milhão de seguidores, 'brincando'.

Infelizmente a banda teve sua carreira interrompida por um acidente de avião, que vitimou todos os tripulantes e por conseguinte os integrantes. Uma comoção pouco vista no País tomou conta das cidades; manifestações de carinho do Oiapoque ao Chuí, homenagens, especiais. Os programas 'normais' e os sensacionalistas sugaram o máximo que poderiam da tragédia que fez "o Brasil parar de rir".

Musicalmente, o Mamonas era uma espécie de Ultraje à Rigor sem pedigree. Tinha músicos competentes e um vocalista pra lá de carismático, mas duvido muito, que passado dois, três anos da explosão de sucesso, continuariam fazendo piadas, paródias, imitações e fazendo o Brasil todo gargalhar. Quando o foco de um artista de música é além da música, possivelmente sua história será curta. Existe um fato curioso que envolve a banda de rock: após 15 anos do acidente não se ouve música dos Mamonas, em rádios, em festas, em shows. O boom nefasto e póstumo durou pouco mais de dois anos.

A relevância dita por alguns entendidos musicais só pode ser mensurada (por estes mesmos) mediante a tragédia. Tivesse a banda continuado sua carreira - o que é bastante improvável - talvez teria caído no esquecimento como um monte de outras bandas que fizeram discos de estreia maravilhosos e depois sumiram mediante o desafio de fazerem um trabalho de qualidade no segundo lançamento.

Mais uma vez: musicalmente os Mamonas Assassinas não fizeram nada que acentuasse o tal estado da música brasileira. Não acrescentou uma vírgula na história da MPB e do rock nacional, senão ter conseguido o 'mérito' de fazer crianças de 3,4,5 anos cantarem músicas com a seguinte pérola: "Roda, roda e vira, solta a roda e vem/Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda/E ainda não comi ninguém!". Nesta hora, as letras deixam de ser classificadas como de pleno 'mal gosto' para trazerem 'alegria aos lares brasileiros'.

Adendo: em tempos puristas, o Ministério Público no presente século, já teria feito alguma concessão ao tipo de música feita pelos Mamonas Assassinas.

Infelizmente o que torna as pessoas inesquecíveis é assinatura do jazido e não vida pré-sepultura. Se alguém com discurso politicamente correto disser que Mamonas Assassinas foi importante ou melhor, influente para história da MPB, onde poderemos encaixá-los? Mais relevantes que os Raimundos, que fizeram uma mistura inusitada e pesada, entre forró e metal? Mais interessantes que Los Hermanos, que amaciaram os versos do hardcore melódico e juntaram-no numa espécie de twist e rockabilly? Mais envolventes que o próprio Ultraje, que soube utilizar com a inteligência a famosa rivalidade entre cariocas e paulistas?

Sinceramente, não fosse o fim lamentável (que eu, por razões humanas, me solidarizo), Mamonas Assassinas passaria desapercebido e não teria feito nenhuma diferença no cenário. E mesmo que alguém os "acuse" de serem transgressores, teremos que re-definir, sob a pena de ficarmos muito tempo sem entender, o que é transgressão na cultura popular e principalmente, quais são os frutos de uma mensagem transgressora que encontra na crítica e na anarquia estética a melhor forma de dizer suas inquietações e visões do mundo.

No dia 17 deste mês teve estreia do documentário "Mamonas Pra Sempre" que tenta imortalizar a figura da banda como seres mitológicos, de um fenômeno que é mais midiático do que musical. Fizeram um gol e pelo poder catalizador e sombrio da morte, tornaram-se quase Pelés.

Daniel Junior
Whiplash

Bozo no Festival SBT 30 Anos


Como esquecer as brincadeiras e palhaçadas de Bozo Bozoca, Vovó Mafalda e Papai Papudo? Patricia Abravanel mostra vídeos raros sobre o palhaço que fascinou crianças e adultos de 1981 a 1991. "Vamos recordar o Bozo e sua família em grande estilo", afirma Ariel Jacobowitz, diretor do programa.

A atração conta com riqueza de imagens a história do Bozo, que surgiu nos Estados Unidos, e veio para o Brasil pelas mãos de Silvio Santos. Todas as brincadeiras são mostradas, inclusive, as gincanas promovidas pelo palhaço, que presenteava as crianças com bicicletas. "Toda criança queria ganhar. Era uma verdadeira febre", acrescenta Ariel.

O Festival SBT 30 Anos mostra modos os personagens integrantes da família Bozo: Papai Papudo, Vovó Mafalda (a primeira palhaça vivida por um homem, Valentino Guzzo, pai de Beth Guzzo), Professor Salci Fufu, Garoto Juca, Bozolina e King Bozo.

O programa tem depoimentos de Vandeco Pipoca, Luís Ricardo e Arlindo Barreto, que interpretaram Bozo em diferentes fases, de jornalistas e de fãs do palhaço. Ainda há momentos, como o especial no Playcenter com a participação de Gretchen, Gilliard, Trio Los Angeles, Sidney Magal e Sílvio Brito, a participação de Bozo no Miss Brasil 1984 e o desenho animado do palhaço também serão exibidos.

A final da Copa de 1958 na íntegra


A partida foi transmitida ao vivo para 11 paises da Europa. As imagens do vídeo foram obtidas através do kinescópio.

Local: Raasunda (Estocolmo)
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Gols: Liedholm 4, Vavá 8 e 32 do 1º tempo;
Pelé 11, Zagalo 23, Simonsson 35, Pelé 44 do 2º.

BRASIL: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Pelé, Zagalo.

SUÉCIA: Svensson; Bergmark, Axbom; Borjesson, Gustavsson, Parling; Hamrin, Gren, Simonsson, Liedholm, Skoglund.

Transmissão das Rádios Bandeirantes de São Paulo (narradores Pedro Luiz e Edson Leite) e Nacional do Rio de Janeiro (narradores Jorge Curi e Oswaldo Moreira).

Os narradores cariocas narravam cada um em uma metade do campo. Quando a bola atravessava o meio campo, o outro assumia o microfone. Já os narradores revezaram-se em cada tempo da partida, Pedro Luiz narrou o primeiro tempo, e Edson Leite, o segundo.

Existe uma lacuna de áudio entre os 15 e 30 minutos do primeiro tempo, porque os originais da Radio Nacional foram perdidos e o disco lançado na época pela Radio Bandeirantes não tem a narração completa.

Veja também:

Final da Copa de 1958
Final da Copa de 1962
Final da Copa de 1970
Final da Copa de 1994
Final da Copa de 2002

Como criar campanhas eficientes de marketing para dispositivos móveis

Hoje, no mundo, já existem mais celulares e smartphones do que computadores. Não por acaso, muitas empresas estão preocupadas em criar ações específicas para atrair e reforçar suas marcas entre esses usuários de dispositivos móveis. No entanto, as campanhas de marketing específicas para esse tipo de equipamento nem sempre dão os resultados esperados.

Com base na constatação de que o marketing para dispositivos móveis exige estratégias específicas, Carla Paschke, diretora da inovação em mobilidade da Engauge empresa que presta serviços de planejamento estratégico para grandes corporações, como a Coca-Cola, fez uma lista de passos que essas ações devem seguir para ser um sucesso.

O principal desafio, segundo informa Carla, em um artigo divulgado no Mashable, é entender que os clientes deixaram de ser passivos e agora participam ativamente das campanhas de marketing. O que exige ações que aproveitem e utilizem bem essa comunicação de mão dupla.

“As marcas precisam de um monitoramento das informações em tempo real proveniente de dispositivos móveis e de mídias sociais para terem uma perspectiva ampla”, aconselha a diretora. Além disso, ela cita que as organizações devem aprender a desenhar campanhas específicas para cada usuário.

A seguir, Carla cita quais as quatro estratégias para ter sucesso nas ações de marketing para dispositivos móveis:

1. Crie algo relevante para o usuário

De acordo com a consultoria Gartner, o marketing em dispositivos móveis vai passar de US$ 3,3 bilhões, em 2011, para US$ 20,6 bilhões, em 2015. “Mas muitos desses anúncios nunca serão vistos”, afirma a especialistas. Segundo ela, os usuários são hoje bombardeados por informações vindas do e-mail, Facebook, Twitter, entre outros, e acabam ficando perdidos com tantos dados.

“Essa dinâmica não vai mudar. Uma estratégia ampla de marca, então, deve navegar a favor dessa corrente, em vez de contra”, cita Carla. Para isso, ela sugere que as empresas tentem criar ações que ajudem de alguma forma os usuários e que, portanto, sejam encaradas como importantes.

“Por exemplo, se você tem como alvo atingir pessoas que estejam de dieta ou consumidores preocupados com a saúde, desenvolva um aplicativo móvel que permita filtrar as mais recentes pesquisas sobre ‘super alimentos’ ou as descobertas a respeito o câncer”, aconselha.

2. Desenvolva uma comunicação de mão dupla

Antes de sentar para desenvolver uma estratégia de marketing móvel, as empresas precisam lembrar que os dispositivos móveis são o único equipamento de consumo que sabe, exatamente, onde as pessoas estão o tempo todo.

“As companhias podem aproveitar esse poder ao enviar mensagens super focadas, baseadas em janelas de oportunidade ou em localização”, afirma Carla, que completa: “Mas o processo não pode parar por aí. As marcas e suas agências precisam saber como fazer o consumidor falar de volta, para registrar as preferências deles.”

As maiores corporações do mundo já estão trabalhando para construir pequenos botões clicáveis – como o caso do “Curti” do Facebook – para se comunicar com os usuários. A gigante de e-commerce Amazon, por exemplo, criou um campo no qual pergunta ao cliente se a descrição do produto foi, ou não, importante para ele na hora da compra. E só por conta disso, conseguiu aumentar sua receita em US$ 2,7 bilhões no ano.

“Quando as pessoas enxergam que o que elas falam para uma empresa tem algum efeito, elas apreciam e voltam”, ressalta. Segundo ela, quanto mais o usuário sentir que algo foi adaptado para as preferências dele, mais simpatia ele tem por uma marca ou empresa e mais negócios ele fica disposto a fazer com ela.

3. Socialize o conteúdo e as campanhas

As redes sociais viraram uma forma importante de integrar as pessoas no dia-a-dia. No entanto, trata-se de um ambiente que tende a atingir sua maturidade em breve.

Só para efeito de análise, em 2010, 134,6 milhões de pessoas usavam redes sociais por mês no mundo. Neste ano, as expectativas são de que esse número cresça apenas 3%. No entanto, aumenta o volume de usuários que acessam esses ambientes por meio de dispostivos móveis.

As marcas precisam levar essa situação em conta na hora de prepararem suas campanhas, sem ignorar o propósito das redes sociais. “O Facebook é uma ferramenta para conversar”, exemplifica Carla, citando que qualquer ação de marketing bem-sucedida nesse ambiente precisa ser desenhada com esse espírito de ‘bate-papo’.

4. Entenda e aplique as informações

Ao combinar três tipos de dados móveis (localização, atividade e tempo) é possível que os profissionais de marketing consigam uma análise detalhada da tendência de determinados usuários, ao longo do dia. “Uma mãe, por exemplo, é uma pessoa diferente às 7 horas da manhã, quando ela precisa levar as crianças para a escola, e às 9 horas, quando ela chega ao escritório”, destaca Carla.

Ainda de acordo com ela, as marcas que conseguirem adequar suas mensagens para continuar relevantes para essa mãe ao longo do dia terão uma grande vantagem competitiva. “Ter informações relevantes é tanto um desafio quanto uma oportunidade para revolucionar a capacidade de coletar dados por meio de smartphones”, conclui.

Olhar Digital

Breaking All The Rules - Peter Frampton, by Ratos de Porão



Breaking All The Rules
Peter Frampton
Breaking All The Rules
A&M Records
1981




Breaking All The Rules
Ratos de Porão
Just Another Crime in Massacreland
Roadrunner Records
1994