4RM: o sistema 4X4 da Ferrari FF explicado


Quando a Ferrari disse que o sistema 4RM de tração integral do shooting brake FF tem metade do peso de um sistema 4X4 convencional, havia um mistério a ser revelado. Na edição 2011 do Salão de Genebra, o diretor técnico da marca do cavallino rampante, Roberto Fedeli, esclareceu as dúvidas.

A ideia parece simples: há uma caixa de câmbio sobressalente na frente do motor! Sim, há um sistema de transmissão para as rodas dianteiras do FF, utilizando até 20% dos 504 lb-ft de torque gerados pelo V12 de 651 CV. Impulsionada por uma engrenagem cônica, localizada fora do virabrequim, a transmissão dianteira é um conjunto de engrenagens helicoidais (como em um câmbio manual convencional) com duas velocidades para a frente e ré.

Como pode uma caixa de duas velocidades na dianteira trabalhar em conjunto com uma caixa de sete velocidades na traseira? Bem, a primeira marcha do câmbio dianteiro possui relação 6% mais longa que a segunda da transmissão traseira, e a segunda marcha da frente é 6% mais longa que a quarta da traseira. Por sua vez, ambas as marchas a ré são idênticas.

Assim, a primeira marcha da transmissão dianteira cobre a primeira e segunda marchas do câmbio traseiro, e a segunda marcha da frente cobre a terceira e a quarta da traseira. O sistema de tração integral não funciona quando o carro está engrenado a partir da quinta marcha, mas a Ferrari diz que a força entregue 100% nas rodas traseiras é facilmente "domada" pelos pneus traseiros. Além disso, a empresa acrescenta que o sistema serve apenas para tornar o FF mais utilizável em diferentes condições, cumprindo a missão do carro, que é poder ir a qualquer lugar.

A força gerada pela transmissão dianteira é distribuída eletronicamente, através de duas embreagens hidráulicas, uma para cada roda. Dependendo da patinagem das embreagens, a velocidade das rodas dianteiras pode igualar a das traseiras. Além disso, o sistema também pode usar vetorização de torque para distribuir energia entre as rodas.

O 4RM faz tudo isso e pesa menos de 40 Kg, cerca de metade de um sistema de tração integral convencional.

Clique na imagem acima para visualizá-la em maior resolução.

Army Salute FAIL! Friendly Fire WIN!


Poderiam estar presentes no Gran Turismo 5...

Carros

Por diversas razões, como gostos pessoais, histórico do veículo, comportamento em pista e originalidade, a lista abaixo mostra alguns carros que poderiam fazer parte da lista de bólidos disponíveis no Gran Turismo 5:


Ford GT90: um carro-conceito bastante pesado, mas que tinha um motor bastante potente, com quatro turbos, era só assobios quando acelerava.


Suzuki Cultus Pikes Peak: apesar de ter sua imagem "apagada" pelo fato de ser um pouco menos veloz que o Escudo Pikes Peak e custar o mesmo preço, mesmo assim, era potente o suficiente para vencer qualquer prova... desde que o Escudo não estivesse na pista!


Shelby Daytona Cobra Coupè: um carro vencedor de endurances como Le Mans e Sebring, tinha um motor V8 que emitia o som característico dos propulsores da época, além de ter um sistema de escapamento que fazia com que o carro fosse "rouco".


Renault Espace F1: a bizarra mistura de uma van com a mecânica do Williams FW15C, com muita fibra de carbono, tornava o veículo um meio de transporte rápido e nada convencional, digno de um autoentusiasta.



Nissan R33 Drag GTR, Nissan Drag 180SX: dois carros que não faziam curvas, mas eram rápidos em retas. Nem o Test Course era um circuito bom para eles, nas curvas, era preciso desacelerar. Um circuito de arrancada no Gran Turismo seria o melhor para eles.


F090/S, F094/H, F094/S, F686/M, F687/S, F688/S: carros de Fórmula 1 reais, mas com nomes e pinturas fictícias. Um campeonato com estes carros, no lugar do fictício Formula Gran Turismo, seria ideal.


Mercedes-Benz Patent Motor Wagen 1886: o primeiro carro com motor a gasolina no mundo. Não era possível disputar corridas com ele, e mesmo se pudesse... e se tivessem criado um Special Event só com essas carroças motorizadas? Seria a corrida mais entediante... pelo menos, eu dava algumas voltas de vez em quando com ele em pistas curtas para variar um pouco...


Mercedes-Benz Daimler Motor Carriage 1886: pelas mesmas razões descritas acima...


Auto Union V16 Type C Streamline 1937: esse eu nunca vi, pois conheci apenas a versão japonesa do Gran Turismo 4, na qual este histórico carro não estava disponível. No entanto, pelo histórico sucesso desse veículo nas pistas da década de 1930, teria que estar presente na quinta versão do simulador.


Viper GTSR Team Oreca, STP Viper GT, Viper GTSR
Saleen SR Widebody
Vector M12, Wiegert Vector W8 Twin Turbo



Circuitos

Test Course: se tem alguma coisa que estava faltando no Gran Turismo 5 são os testes "de revista" que existiam nas outras versões do simulador, como o tempo de aceleração de zero a 100 Km/h, zero a mil metros e velocidade máxima. Tudo isto em volta de um circuito de testes, cujas curvas tinham inclinações que tornavam o hábito de tirar o pé do acelerador um "pecado capital".


Seattle Circuit: do Gran Turismo 2 ao 4, era um de meus circuitos favoritos.


Rome Circuit: está certo, há um circuito no Gran Turismo 5 crivado nas ruas de Roma. No entanto, este não passa nem perto do desafiador traçado que existia no Gran Turismo 2. Adorava pilotar as 2 Horas de Roma pelo menos uma vez por semana, de tão legal que era aquela pista.


Pikes Peak Hill Climb: por qual razão o circuito de hill climb mais famoso do mundo foi removido da série Gran Turismo? Bom, ainda que a versão que existia no simulador tinha só o setor de estradas de terra, sem contar com a parte asfaltada...


Apricot Hill Speedway, Midfield Raceway, Apricot Hill Speedway, Red Rock Valley Speedway, Tahiti, Grindelwald: circuitos fictícios do Gran Turismo, bastante técnicos e rápidos. Menção honrosa às duas últimas, inspiradas numa das ilhas paradisíacas da Polinésia Francesa e na cidade suiça.


Motorsports Land: de tão estreito, poderia fazer parte de um campeonato específico para os Karts, que só têm préstimo num Special Event com três provas.


Infineon Raceway: um dos circuitos mais famosos dos Estados Unidos esteve presente somente na quarta versão do Gran Turismo. Um cenário quase perfeito para provas da NASCAR no Gran Turismo 5, não fosse o Daytona Superspeedway, mas que poderia estar no lugar do Grand Valley Speedway, onde não consegui vencer no B-Spec.


Twin Ring Motegi: um dos circuitos mais famosos do Japão também só existiu no Gran Turismo 4. Uma das provas do Super GT na quinta versão do simulador poderia ser nessa pista.


Citta di Aria, Costa di Amalfi, Opera Paris, Hong Kong, New York, Seoul Central: são circuitos de rua, o que já é motivo para terem continuado a fazer parte do Gran Turismo...


E para você? Existe algum circuito, carro ou algo especial existente nas outras versões do Gran Turismo que poderiam estar na última?

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