Review de CD - Humbug - Arctic Monkeys

No mundo dos ativos integrantes do Arctic Monkeys, dois anos e meio sem lançar material novo pode ser considerado como um hiato, um período de longas férias. Nesse precioso meio tempo, a banda aproveitou para rever seus conceitos, e sua sonoridade. Chega a ser previsível imaginar que o quarteto, liderado por Alex Turner, iria tentar algo completamente diferente em seu novo trabalho. Obviamente, é exatamente isso que acontece no recém-lançado "Humbug"!

Após dois ótimos trabalhos que mesclavam a atual tendência indie rock com toques criativos, letras "non-sense" e sonoridade alucinada e irreverente, a banda resolveu pisar fundo no freio dessa vez, e entregou um trabalho que deve ser escutado com mais atenção. Por sinal, a boa faixa de abertura "My Propeller" não engana o ouvinte, e mostra bem a essência geral do novo trabalho: sutil (tanto nas letras quanto nos arranjos), moderado e suave.

O primeiro single é "Crying Lightning", uma balada levemente retrô que começa sem grandes surpresas, mas termina de uma forma deliciosamente melancólica. A criativa "Secret Door" também começa sem grandes surpresas, mas termina como uma das mais belas músicas compostas pelo quarteto. Se falarmos em potenciais singles, temos uma ótima candidata: a linda balada "Cornerstone".

Misturando melancolia com um "quê" de sombrio, as faixas "Fire and the Thud", "Dance Little Liar", e "The Jeweller's Hand" se mostram como pontos fracos do álbum, nos fazendo perguntar: no que esses "macacos" estavam pensando quando trouxeram certas influências do The Last Shadow Puppets? Não que este projeto paralelo de Alex Turner seja ruim, mas pode-se notar que ele pertence a um universo totalmente à parte dos "Monkeys"...

De qualquer forma, ainda temos mais ótimas músicas em "Humbug": os divertidos rocks "Dangerous Animals" e "Potion Approaching", além da "pancadona" "Pretty Visitors" - que acaba soando deslocada da proposta do álbum, mas o salva de soar um tanto entediante. Em tais momentos, o sentimento de saudades dos primeiros álbuns é inevitável...

"Humbug" é um bom álbum, que mostra a criatividade - e possível genialidade - da banda ainda presente. Porém, ao lembrar que seus integrantes mal saíram da adolescência, e poderiam estar se divertindo com mais rocks "pra cima" por muitos e muitos anos, chega a ser estranho lembrar que um trabalho tão sério - e até "careta", para os antigos padrões da banda - pode levá-los a um rumo nada interessante em seus próximos trabalhos.

Então, fica a pergunta: e agora, Sr. Alex Turner?

Whiplash

Mais um Puma

Com placas de Porto Alegre, esta velharia inteiraça vive passeando pelas ruas de Santa Cruz do Sul.



Acabou o amor...

Demorou... só agora os argentinos perceberam que Diego Armando Maradona, até então, "intocável", não pode mais ser técnica, ops, técnico da seleção argentina de futebol.

Também, com esses brincos, qualquer um se confunde, parece até que esse cara usa maquiagem...



Desde que foi anunciado que Dieguito assumiria o comando da equipe portenha, sabia que um dia iria acontecer a revolta dos hermanos, com suas críticas direcionadas ao próprio Maradona, e ainda por cima, a Messi e Verón, também. Os torcedores argentinos têm a sensação de que a equipe da Asociación del Fútbol Argentino não consegue demonstrar um bom futebol, e corre o risco de ter que disputar a repescagem, contra o quarto colocado das Eliminatórias da Concacaf, quando não pior, ficar fora da Copa do Mundo.

A imprensa e o povo argentino começam a perder a credibilidade ao seu maior ídolo, que já foi eleito o melhor jogador de futebol do mundo. Não é só no Brasil que o técnico é aplaudido quando tudo vai bem e é execrado depois de uma simples derrota. Ainda mais quando esse povo é o latino, que conhecidamente possui os nervos à flor da pele e o sangue "borbulhante", característica marcante dessas pessoas.

Diante da dificuldade da seleção argentina para se classificar para a Copa do Mundo, Maradona parece um "boneco de cera", fica indiferente perante à situação em que vive, como se tudo estivesse às mil maravilhas. Tem postura patética, praticamente sem reação, exceptuando o gesto de roer as unhas. Bem diferente de tempos atrás, quando assistia aos jogos do Boca Juniors, na tribuna de honra, agindo como um torcedor fanático nas arquibancadas, "cheio de gás".

Na Argentina, a opinião de algumas pessoas já é a de que era preferível que a Argentina não disputasse a Copa do Mundo, com receio de um vexame histórico. Contudo, as Eliminatórias ainda não acabaram. A Argentina recebe o Peru, no dia 10 de outubro, e no dia 14 do mesmo mês, enfrenta o Uruguai, outro desesperado por uma vaga. Está difícil para os hermanos, que estão começando a se contentar com uma repescagem.

Contudo, teremos que esperar os próximos capítulos dessa história. Chances, a Argentina tem, e acredito na classificação dos hermanos para a Copa. Foi assim com o Brasil também, em 1993, quando, no Maracanã, com dois gols de Romário, a seleção tupiniquim venceu o Uruguai, na última partida das Eliminatórias, e garantiu o direito de conquistar a memorável conquista do tetracampeonato, na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994.

O gato que gosta de tomar banho



Bêbado tentando jogar boliche



O cachorro que joga sinuca