Review de CD: Days Go By - The Offspring

Se existe uma banda de punk rock que consegue ser respeitada por todas as tribos, não só pela atitude mas também pelos ótimos músicos que são, essa banda é o Offspring. A banda já tem mais de 20 anos de estrada e parece que nunca envelhece. Porém, tanto respeito gera muitas expectativas exageradas.

E esse justamente é o ponto negativo de ser uma banda extremamente respeitada: os fãs são conservadores. Exemplo disso é o Metallica, que é massacrado pelos seus lançamentos experimentais de 96 a 2004 (coinciência ou não, Bob Rock produziu esse disco). A cada lançamento, os fãs esperam escutar um novo Ignition, um novo Smash, um novo Americana. Porém, cá estamos em 2012, com os caras mais velhos e mais maduros musicalmente. O que nos leva a Days Go By, que desde o seu anúncio, vem causando uma polêmica.

O primeiro single lançado foi a faixa-título, que é uma música bem pop e estradeira, típica coisa que o Bon Jovi faz muito. E como já não bastasse os fãs soltarem fogos rede afora (a ponto de sair a maior tolice já escrita na internet, de que eles queriam imitar o Foo Fighters), o segundo single, 'Cruising California', flerta e satiriza com a música pop enlatada atual. Foi aí que o pau da barraca foi chutado e muita gente estava quase decretando o fim da banda. Até que o álbum saiu, e sinceramente, todos estavam errados.

Ao dar o play em Days Go By, ele já apresenta de cara a porradeira 'The Future is Now', um grande 'cale-a-boca' a todos os pseudo-críticos. Pegada rápida, grande refrão, fórmula que os caras sabem fazer muito bem.

'Secrets from the Underground' vem na sequência. Uma das melhores faixas do play com certeza. Bem inspirada em 'The Kids Aren't Alright', com mais um refrão pra cantar junto nos shows até ficar sem voz.

A terceira é a faixa-título, lançada como primeiro single. Vou ser sincero: me surpreendi quando essa faixa saiu, de uma maneira positiva. É uma música que mostra o quanto a banda evoluiu, criou versatilidade e pode encaixar seu som em qualquer estilo de música. Excelente música e letra (sim, prestem atenção).

'Turning Into You' flerta com algumas programações eletrônicas no início, mas leva o ouvinte em terras familiares logo em seguida, quando cai no punk rock já conhecido do grupo. 'Hurting As One' já é mais porrada, típica para 'mosh pit' nos shows.

Agora começa o que eu chamo de "trinca polêmica". Começando com o segundo single desse álbum 'Cruising California (Bumpin' In My Trunk)', o grande motivo da chacota. Parece alguma música da Katy Perry, só que disputando espaço com as guitarras e bateria, com direito a autotune na voz de Dexter e uma melodia que gruda mais que cola de sapateiro. Vou ser franco: eu gostei da música. Claro que não é nenhum clássico, mas quem conhece o Offspring sabe da tradição de flertar com estilos musicais alheios da moda. Não foi nenhum crime dos caras.

Já 'All I Have Left is You' não tem nada de engraçadinha, pelo contrário. Uma música bem mais calma, com direito a piano e batidas eletrônicas. É como se o Coldplay resolvesse botar um pouco mais de peso no seu som. Mesmo assim, é uma excelente música.

A zoação agora é explícita em 'OC Guns'. Se você sentia saudade das levadas mexicanas de Americana, elas voltam aqui, com direito até a palavrões em espanhol. É praticamente um 'reggae mariachi'.

O disco volta nos eixos com o remake de 'Dirty Magic', música gravada originalmente no álbum 'Ignition' (1992), que completa 20 anos esse ano. Não mudou muita coisa da versão original, mas ficou uma excelente versão.

'I Wanna Secret Family (With You)' é uma das faixas mais animadinhas do álbum. E pra fechar o tracklist, nada melhor que duas porradas, 'Dividing by Zero' e 'Slim Pickens'.

Days Go By cumpriu o seu papel no ano de 2012: trazer o que os fãs do Offspring gostam, mostrando uma banda crescida e madura, que ainda consegue fazer ótimas músicas e se encaixar em diversos estilos. Seja punk, pop, metal... a banda ainda tem muita lenha pra queimar.

Whiplash

How a Top Fuel Dragster Works


For anyone who needs it: Now with PARKTRONIC. The new generation Mercedes-Benz G-Class. Above and beyond.


Enquanto isso, na selva...



Não sei quanto a vocês, mas eu já desisti...

Atari commercial with Pelé


Steve Sutcliffe drives Pagani Huayra


Geração Baré-Cola: o rock em Brasília nos anos 1990


Como diria Renato Russo, "nem toda a geração brasileira foi Coca-Cola". Algumas pessoas preferiam Baré, aquele refrigerante que lembrava mais o Guaraná e era vendido em uma garrafa de vidro igual à de cerveja. O tal refrigerante foi um símbolo da década de 1990 e foi escolhido pelo diretor Patrick Grosner como mote para fazer um retrato do rock feito em Brasília nesta década.

O documentário "Geração Baré-Cola - Usuários de Rock" abordará a cena do rock de Brasília nos anos 1990, e trará cenas antigas de bandas locais. O filme terá depoimentos de Gabriel Thomaz, ex-Little Quail e atual Autoramas, Digão e Canisso, dos Raimundos, e Rodolfo Abrantes.

Entre as bandas presentes, estarão Animais dos Espelhos, Akneton, BSB-H, Câmbio Negro, Deja Vu, DFC, Divina Tragédia, Dungeon, El Kabong, Feijon’s Band, Filhos de Menguele, Flammea, Kratz, Little Quail and the Mad Birds, Low Dream, Maskavo Roots, Os Alices, Os Cabeloduro, Os Cachorros das Cachorras, Os Wallaces, Oz, Pravda, PUS, Raimundos, Restless, Roque & Os Biles, Royal Street Flash, Vernon Walters e Zona.

Grosner, 41 anos, é testemunha da maioria dos agitos, causos e histórias que estarão no filme. "Entre 1988 e 1990, morei no Canadá. Quando voltei à Brasília, o rock estava bombando. Eu não tocava, mas já levava a fotografia a sério. Como sempre gostei de música, as coisas convergiram e comecei a fotografar as bandas dos meus amigos".

O título Geração Baré-Cola reflete bem o espírito daquela época. "Ninguém usava essa expressão. O nome faz um contraste com a geração do rock de Brasília da década anterior, a 'Geração Coca-Cola'.

Nos anos 1980, a coisa era um pouco mais calcada nas influências estrangeiras. A galera que veio depois, além de se preocupar mais com a originalidade, olhava mais para o Brasil.

As pessoas queriam misturar sonoridades para fazer uma coisa nova, o que também aconteceu em outras cidades brasileiras, mas aconteceu aqui antes de o resto do Brasil ter noção disso. Ninguém pensava em fazer sucesso ou se levava muito a sério. A banda podia ser de metal pesado, mas tinha letra engraçada.

Será um filme bem musical, com imagens de arquivo e fotos, as minhas e as feitas por Zé Maria Palmieri e Paola Antony, intercaladas com depoimentos das pessoas sobre aquele universo, as influências, o que era viver em Brasília no começo dos anos 1990.

O depoimento de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, é a cereja do bolo. É o Rodolfo de sempre, em nenhum momento você vai achar que ele virou um cara super-religioso, só quando ele aparece tocando com a nova banda dele.

Entre as imagens recuperadas de velhas fitas VHS, o diretor aponta que há coisas que ninguém viu, maravilhosamente toscas, filmagens de ensaios, shows, e gravações de fitas demo, que vão compor a trilha sonora do documentário”.

"Geração Baré-Cola" cobre um período que vai até 1994, ano que marca o lançamento do primeiro disco dos Raimundos. "O filme conta o começo dessa história, como foi chegar até lá. Se você procurar na internet, vai encontrar toda a trajetória dos Raimundos depois de 1994, mas pouca coisa sobre antes disso. O meu filme surgiu justamente da vontade de deixar um registro audiovisual dessa história".

2013 Subaru BRZ - Laguna Seca Raceway - Randy Pobst - Onboard


Mat Watson drives Audi R8 GT Spyder


Andrew Frankel drives McLaren MP4-12C GT3


IndyCar 36: Oriol Servià


Veja o piloto Oriol Servià i Imbers, da Dreyer & Reinbold Racing, preparando-se para o 2012 Grand Prix of Baltimore.

O Fabuloso Fittipaldi


Documentário de longa metragem focalizando o campeão brasileiro de automobilismo de Fórmula 1, em 1972. Os treinos, a emoção em si, as corridas disputadas nas pistas, mas também o quotidiano do ídolo, sem ser o homem máquina que todos imaginam, junto à família, à esposa Maria Helena.

Ficha Técnica
Título original: Fabuloso Fittipaldi
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 107 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1973
Distribuição: Ipanema Filmes
Direção: Roberto Farias
Assistente de direção: Carlos Leonan
Roteiro: Roberto Farias e Hector Babenco
Produção: Rogério Farias
Produção executiva: Hector Babenco
Produtor associado: Roberto Gomes Ribeiro
Co-produção: R.F. Farias e H.B. Filmes
Música: Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale
Sonografia: Alberto Viana e Michel Uberali
Fotografia: José Medeiros, George Bodansk
Camera: Wolfgang Bodansky
Assistente de fotografia: Axel La Rocha
Edição: Waldemar Noya
Assistente de edição: Walquer Soares
Colaboração: Promax e Bardahl

Elenco
Émerson Fittipaldi
Maria Helena Fittipaldi
Jackie Stewart
Ronnie Peterson
Clay Regazzoni
Wilson Fittipaldi
José Carlos Pace
Juse Fittipaldi
Wilson Fittipaldi Júnior
Nina Rindt
Novelli e seu Conjunto Azimuth
Denis Hulme
Denis Roland
François Cevert
Jack Ickx
Jochen Rindt
Jean Pierre Beltoise