As empresas têm que parar de tentar vender

Texto de Claudio Torres, escritor, palestrante e consultor em Marketing Digital e Mídias Sociais, graduado em Engenheira Eletrônica pelo ITA, com Mestrado em Sistemas pela USP e pós-graduação em Marketing na Suécia. www.claudiotorres.com.br



Durante uma entrevista que dei para o jornalista Herodoto Barbeiro, da CBN, no programa Mundo Corporativo, eu disse:

"As empresas têm que parar de tentar vender"

Esta minha frase sempre causa uma forte reação nas pessoas. Mas como vou parar de vender? Esse cara ficou louco? E quem paga as contas? Estas são as perguntas mais comuns que vêm logo após eu fazer a pergunta. Em alguns casos, um silêncio perturbador substitui a pergunta. Mas mesmo assim eu continuo repetindo:

"As empresas têm que parar de tentar vender"

O que quero dizer com isso é que a venda como a conhecemos deixou de ser uma ação viável. O mundo virou uma grande feira de comodities. Tudo, e absolutamente todo produto ou serviço criado, pode ser copiado ou já está sendo feito por outras dez empresas. O consumidor tem tantas opções de compra, que a venda se tornou um ato quase heróico. Vendedores viraram Quixotes, tentando vencer os moinhos de vento, acreditando que o consumidor quer ouvi-los e que as técnicas de vendas, de mais de uma década atrás, vão salvar o dia.

Como aconteceu com a Qualidade, uma grande vantagem competitiva na década de 90, que passou a ser premissa de qualquer produto na virada do século, a Inovação está indo para o mesmo caminho. Você tem que inovar, sim. Mas a inovação está rapidamente sendo absorvida como premissa pelo consumidor, e não mais um diferencial competitivo. Portanto, se você não absorveu a inovação na sua empresa, cuidado, você está no século passado.

Com a maior interação criada pela Internet e a comunicação nas mídias sociais, a publicidade como a conhecemos está tendo cada vez mais dificuldades para obter os maravilhosos resultados de antes. Os 30 segundos de comercial em horário nobre, e uma página inteira em uma revista de circulação nacional, deixaram de ser a fórmula do sucesso no lançamento de um produto.

O novo consumidor, já não tão novo assim, busca, na verdade: Informação, Diversão e Relacionamento. Nenhum dos três se encaixa no ato tradicional da venda.

Então, fazer um produto inovador e de qualidade e tentar vendê-lo deixou de ser uma fórmula de sucesso. Como a venda tem se tornado cada dia mais difícil, a melhor alternativa é montar uma estratégia que fuja do comum. Que fuja do "espírito de vendedor". Muitas vezes sua empresa, ao tentar vender seus magníficos e inovadores produtos para o mercado, coleciona muitos elogios, centenas de relatórios de visitas, mas muito pouco resultado. Os custos de vendas e publicidade explodem e a vida se torna cada vez mais difícil.

Então, o que fazer? Parar de tentar vender. Mas aí você diz: "se eu parar de tentar vender minha empresa morre". Errado, respondo. Parar de tentar vender não significa que o consumidor vai parar de comprar de você. Pelo contrário. O Consumidor, seja ele um cidadão ou uma empresa, tem suas necessidades, desejos e comportamentos. Ele continua vivendo, respirando e comprando, mesmo quando você não tenta vender seu produto para ele. O que quero dizer com isso é:
As empresas têm que parar de tentar vender, e deixar o consumidor comprar.

O que você tem que fazer, através do marketing digital, e aproveitando todos os recursos disponíveis na Internet, é garantir que o consumidor, seja ele uma pessoa física ou uma pessoa jurídica, conheça você, confie em você e compre de você. Neste século comprar significa: escolher seu produto, ao invés dos concorrentes, porque te conheço e confio em você.

Em resumo, minha sugestão é simples. Crie uma forte estratégia de marketing digital. Tenha um planejamento de marketing digital, pelo menos para 2010, e se puder, para 5 anos. Seja focado e crie algo realmente novo, em termos de marketing e comunicação on-line, que faça com que os seus clientes sejam seus fãs, e se possível queiram desesperadamente seu produto. Use o marketing digital para ser o mais conhecido, confiável e desejado fornecedor, de seja lá o que for que você faça. O que quero dizer com isso é:

"As empresas têm que parar de tentar vender, e investir em criar uma legião de fãs, e deixar o consumidor comprar"

Leve isso ao pé da letra. Invista em ser conhecido, útil, confiável. Deixe que os consumidores gostem, e se possível sejam fãs da sua empresa. Use a Internet para isso. Faça um Planejamento de Marketing Digital. Faça algo que você sinta orgulho. Só termine seu planejamento quando você e seus pares tiverem a certeza de que criaram algo genial, diferente, inovador. Algo que você tenha orgulho de mostrar para os outros e que eles digam "UAU! Que massa!".

Acredite que o consumidor quer comprar, e está comprando, mesmo na crise, e que a diferença entre os fracassados, os sobreviventes e os vencedores, estará na forma como as empresas utilizam o marketing digital para se relacionar com seus clientes, e criar suas legiões de fãs.

Museu da BMW, em Munique, Alemanha



Aston Martin Cygnet




A Aston Martin resolveu investir no ramo dos minicarros, apesar da marca ser conhecida pelos supercarros com motores V12, construindo um compacto chamado Cygnet, cujas fotos oficiais acabaram de ser publicadas.

O modelo tem como base o Toyota iQ, do qual herdou todo do conjunto mecânico e a parte estrutural, incluindo plataforma, freios e suspensão. O carro foi feito em parceria com a marca japonesa. A Aston Martin adaptou o visual do modelo japonês às características da marca inglesa.

A grade dianteira foi trocada, assim como uma série de componentes externos e internos, incluindo lanternas parecidas com as do Aston Martin DBS e acabamento de couro vermelho, assim como instrumentação, volante e demais itens.

Mais detalhes serão divulgados com a aproximação do Salão de Genebra, na Suíça, quando o carro será apresentado oficialmente. As vendas do Cygnet têm a previsão de começarem em 2010.


As imagens da semana

Andy Willsheer, fotógrafo automobilístico inglês, teve coragem suficiente para registar o acidente de um dragster que capotou a centímetros de onde estava posicionado, obtendo magníficas imagens do incidente, dignas de prêmio em concursos.












Frutiño... de pura frescura!


Comercial do refresco Frutiño, estrelado por José René Higuita Zapata.


Destruindo 200 mil dólares de cerveja em poucos segundos


E não foi bebendo...



Este vídeo mostra que, das duas, uma: ou você não bebe ou quase chorou ao ver isto...

Dentro do novo Fox, o assunto é o novo Fox.







Enchente na Arábia Saudita

Então, você acha que enchentes, alagamentos, água poluída e barrenta correndo livre pelas ruas, é tudo exclusividade de nós, brasileiros?

Está redondamente enganado!

Veja o tamanho do percalço pelo qual tiveram que passar os árabes há poucos dias. Até parece que passou um tsunami por lá...


Kepler MOTION Hybrid Supercar




A Kepler Motors, fundada por Russ Wicks, detentor do recorde mundial de velocidade, revelou informações sobre o MOTION, antes de seu lançamento oficial, no Dubai International Motor Show.

Projetado para redefinir "os paradigmas do supercarro com performance sem precedentes, estilo, exclusividade, segurança e eficiência", o MOTION possui um sistema de tração integral chamado Dual Powertrain Technology (DPT). As rodas dianteiras são impulsionadas por um motor elétrico de 250 CV, e as rodas traseiras, por um motor Ford EcoBoost 3.5 V6 biturbo, com diversas modificações para gerar 550 CV.



O desempenho do MOTION é excepcional: acelera da inércia a 100 Km/h em 2,5 segundos, e sua velocidade máxima é de mais de 320 Km/h. O chassi do carro é monocoque, de fibra de carbono, com suspensão ativa, aerodinâmica modificável, controle de largada e Continuous Carbon Ceramic (C3) AeroRotors da StopTech.

A produção do MOTION será limitada a 50 unidades, e as primeiras entregas são esperadas a acontecer em 2011.


Idiota destruindo um Viper



Peugeot 307. Um carro à sua altura.



Alessandro Zanardi pilota motocicleta da BMW

Dando continuidade às homenagens a Alessandro Zanardi, que anunciou sua saída do WTCC, a BMW ofereceu ao piloto italiano a oportunidade de pilotar uma motocicleta BMW HP2, com motor boxer de 1200 cm3 e 130 CV de potência.

O veículo foi adaptado para Zanardi. Os comandos que deveriam ser realizados com os pés foram semi-automatizados no guidão, como as trocas de marchas e um sistema para distribuição da frenagem entre as rodas substituiu o pedal do freio traseiro. Além disso, suportes foram fixados para que Zanardi pudesse apoiar suas pernas artificais.

Apesar das dificuldades impostas pela deficiência física, Alessandro Zanardi conseguiu atingir 263 Km/h em algumas voltas no Autodromo Nazionali di Monza.