Nürburgring Nordschleife - Nissan GT-R - 7:26.70



De carona na motoca

Sábado à tarde, nada a fazer, uma ideia para sair do tédio: testar a câmera importada dos ianques na Honda XLX 250 do velho.

Fiquei a tarde inteira fuçando na câmera até achar a regulagem e posição ideais, que este, o último vídeo feito, foi feito lá pelas 5 da tarde, e a luz solar já não era das melhores.

Pelo menos, de tanto andar, deu para perceber que a moto estava sem freio na frente, depois de entrar errado numa curva e quase bater numa árvore, e o pai providenciar a regulagem.

Karmann foi "salva" pela Volkswagen


A Karmann relatou que recebeu ajuda da Volkswagen na ordem de 10 milhões de euros, para escapar da falência e construir carros elétricos para a VW. Nenhuma das empresas confirmou a informação na mídia alemã, mas os esforços da Volkswagen para construir carros elétricos reforça a hipótese.

Os carros elétricos construídos pela Karmann teriam a previsão de saírem para a venda em 2011, e seriam pequenos e direcionados para o transporte urbano.

A Karmann já construiu carros elétricos. Neste ano, a empresa mostrou sua E3 Limousine, que tinha autonomia de 144 Km e quase 137 Km/h de velocidade máxima. Além disso, versões elétricas do Karmann Ghia foram feitas.

Terroristas entrando na disputa



Como testar o Chevette. E porque.



Review de CD - The Devil You Know - Heaven & Hell

Embora neguem mesmo sob tortura, posso apostar que até os fãs mais radicais do velho BLACK SABBATH, de OZZY OSBOURNE, se impressionaram com o ótimo álbum "The Devil You Know", a nova (e revigorante) aventura do HEAVEN & HELL. Afinal, é impossível negar a qualidade do SABBATH em sua "versão 2.0", com Ronnie James Dio nos vocais e Vinny Appice na bateria, ao lado de Tony Iommi e Terry "Geezer" Butler.

É fato que a audição deste CD fica ainda mais rica após a experiência de assistir a uma performance ao vivo da banda, o que foi possível com a turnê do HEAVEN & HELL pelo Brasil, em maio deste ano. Pois o quarteto, já veterano, mostrou na mais difícil das provas, o palco, que a vitalidade transpirada nas faixas de "The Devil You Know" não é mera trucagem de estúdio. Sim, os caras continuam com aquele punho de 1980, data do lançamento de "Heaven & Hell", mas estão quase três décadas mais experientes e sábios. Como um bom vinho.

Não há muito a se acrescentar sobre a categoria dos músicos, exceto a já destacada energia de senhores que passaram há tempos dos 50-e-vários anos de uma vida pouco regrada. Dio continua a cantar como um garoto, Iommi conduz a sua guitarra com a agressividade e a inteligência habituais, Geezer segue promovendo intervenções cirúrgica com seu baixo e Appice, se é o menos brilhante do quarteto, pelo menos garante terreno para o brilho dos seus colegas.

O primeiro ponto positivo de "The Devil You Know" é o fato de a banda não se apegar à tentativa de "refazer" obras como "Mob Rules", "Dehumanizer" ou mesmo "Heaven & Hell". O disco novo é novo de verdade, embora traga as impressões digitais indeléveis do grande SABBATH de Dio, Iommi, Butler e Appice – como a maior elaboração melódica e um peso diferente daquele conferido aos trabalhos da banda com a participação de Ozzy e Bill Ward.

A abertura do CD fica por conta de "Atom and Evil", que já antecipa ao ouvinte a volta em grande estilo de uma das melhores bandas do ramo: pesada, profunda e envolvente. "Fear", "Bible Black" e "Follow the Tears", as três músicas de trabalho do novo álbum na turnê que passou pelo Brasil, comprovam sem qualquer dificuldade por que foram escolhidas pela banda para execução ao vivo – e a repercussão do público a elas nos shows mostra que a seleção foi acertada.

Mas "The Devil You Know" guarda outros tesouros, como "Double the Pain", a ótima "Eating the Cannibals", "Rock and Roll Angel" e "Breaking Into Heaven", uma faixa épica, que já nos deixa com água na boca para um próximo álbum. Em suma, estamos diante de uma obra com toda a propriedade e riqueza de um autêntico BLACK SABBATH.

A volta do HEAVEN & HELL, solidificada com um excelente lançamento de inéditas, é uma notícia a ser comemorada. Afinal de contas, Iommi e Geezer são importantes demais para viverem à espera da disposição – e da boa vontade – de Ozzy e Sharon Osbourne (talvez mais dela do que dele hoje em dia) para uma reunião do Black Sabbath original. Então, longa vida ao HEAVEN & HELL!

The Devil You Know – Heaven & Hell

1 - "Atom & Evil"
2 - "Fear"
3 - "Bible Black"
4 - "Double The Pain"
5 - "Rock And Roll Angel"
6 - "The Turn Of The Screw"
7 - "Eating The Cannibals"
8 - "Follow The Tears"
9 - "Neverwhere"
10 - "Breaking Into Heaven"

Gravadora: Roadrunner Records

Whiplash

Roger Federer supera Andy Roddick, bate marca de Sampras e se consagra em Wimbledon

Os deuses do tênis não podiam criar cenário melhor para a consagração de Roger Federer. Tinha de ser em Wimbledon, onde, há oito anos, o suíço surgiu para o tênis. E tinha de ser justamente na Quadra Central lotada, sob os olhos da realeza britânica. As testemunhas na Meca do tênis eram outros grandes: Bjorn Borg, Martina Navratilova, Rod Laver.



Neste domingo, Roger Federer bateu o americano Andy Roddick por 5/7, 7/6(6), 7/6(3), 3/6, 16/14. Seria só mais uma vitória, a 19ª em 21 partidas sobre o seu maior freguês. Desta vez, porém, o jogo valia o recorde de títulos de simples em Grand Slams. O drama de um jogo de cinco sets, que durou 4h16m, fez jus à ocasião. Federer triunfou pela 15ª vez e agora detém sozinho a marca mais importante do tênis.

Pete Sampras (14 títulos), o rival derrotado em 2001, na mesma quadra, fica para trás. O mesmo acontece com Rafael Nadal, que voltará ao segundo posto no ranking da ATP. Federer, agora hexacampeão no All England Club, retornará ao topo do ranking mundial nesta segunda.

O primeiro set da final contra Roddick foi apenas um susto, um desvio no script. O americano encaixou bons saques e se salvou de quatro break points no 11º game. Em seguida, Federer vacilou: cometeu três erros não forçados e cedeu a parcial ao oponente.

Atual número 6 do mundo, Roddick jogava com consistência impressionante e não dava muitas chances. O americano assustou de verdade no tie-break do segundo set, quando teve quatro set points. Federer salvou as três primeiras chances com bons saques e uma esquerda vencedora na cruzada. No quarto set point, Roddick teve um voleio fácil para fazer, mas mandou para fora. O suíço viu a porta aberta e entrou de vez na partida, triunfando na parcial.



Roddick não deu sinais de estar abalado mentalmente pelo vacilo em um momento tão importante. Seguiu confirmando seu serviço, embora sem conseguir ameaçar o saque do adversário no terceiro set. O jogo foi para outro tie-break, mas dessa vez foi Federer quem abriu vantagem importante. O suíço não bobeou e, após abrir 6/3, aproveitou, fechando o set na terceira oportunidade.

Embora tenha feito menos aces (50 a 27) no jogo, Roddick foi eficiente no serviço. O número 6 do mundo não deu chances de quebra ao rival no quarto set. A recompensa veio no quarto game, na forma de erros não forçados de Roger Federer. O americano conseguiu a quebra, abriu 4 a 1 e disparou na frente na parcial. No nono game, salvou-se de 0/30, confirmou o saque e forçou o decisivo quinto set.

Como não se joga tie-break no quinto set, Federer precisaria quebrar o saque de Roddick. O americano, no entanto, ainda não havia perdido um game sequer com seu poderoso serviço. A primeira ameaça real veio com Roddick, que conseguiu dois break points no 16º game. O suíço se salvou com dois saques seguidos de bolas vencedoras, e confirmou seu serviço. Àquela altura, o placar já mostrava 9 a 8 na parcial, e 3h37m de partida.

Federer e Roddick seguiam mantendo seus games de saque, à espera de erros do rival. Eles apareceram no 30º game, quando os golpes do tenista americano lhe deixaram na mão. Roddick cometeu cinco falhas do fundo de quadra e Federer, enfim, chegou ao aguardado título.


Review de CD - Cinema - Cachorro Grande

No que diz respeito a rock underground nacional, a banda Cachorro Grande está próxima de virar uma "instituição". Nada mais justo - e até lógico - para um grupo que vêm lançando regularmente obras sinceras e competentes, mantendo-se sempre como uma humilde banda de rock 'n' roll que não traz absolutamente nada de novo, ou mesmo de agradável a ouvidos bem mais sensíveis (a voz "única" de Beto Bruno que o diga!). Mas, ao escutar seu novo álbum "Cinema" (2009), percebemos também que a banda faz questão de sair da sua zona de conforto.

Sim, a palavra da vez é "mudança" (assim com aspas mesmo), e o Cachorro Grande resolveu brincar de seguir suas bandas favoritas novamente, mas dessa vez se concentrando naqueles trabalhos mais experimentais ou até puxados para o folk rock. Ecos do Beatles mais psicodélico estão presentes em faixas como a fraca balada de abertura "O Tempo Parou", a boa "Amanhã", a linda "Por Onde Vou" (essa cheira a single de sucesso) e a "quase britpop" "Ela Disse".

A faixa "Luz" merece atenção especial, pela fusão de sons acústicos, elétricos, aspectos viajantes e batidas levemente agitadas, tudo muito bem misturado, e sem perder a simplicidade! E "Pessoas Vazias" chama atenção por lembrar bastante aquele Oasis dos seus dois últimos álbuns. Interessante notar também que, apesar das letras nunca terem sido o forte do grupo, elas se mostram um pouco mais maduras neste álbum, salvando o vocalista Beto Bruno da possibilidade de cair no ridículo ao interpretar músicas igualmente maduras...

Mas, isso não significa que o Cachorro Grande esqueceu suas raízes "garageiras". A ótima e vibrante "A Alegria Voltou" lembra os melhores momentos do primeiro álbum, enquanto que a cadenciada "A Hora do Brasil" não deixa a peteca cair. A pseudo-eletrônica "Dance Agora" é bastante pegajosa, e pode animar bastante os shows da banda. E "Diga o que Você Quer Escutar" é um verdadeiro achado, que traz a performance mais interessante e inspirada do guitarrista Marcelo Gross.

Mas, como nem tudo são flores, temos como pontos realmente negativos o rockzinho "Ninguém mais Lembra de Você", e a acústica "Eileen", as quais soam pouco inspiradas e um tanto enjoativas. Além do mais, a heterogeneidade do álbum pode torná-lo pouco conveniente, tanto para pessoas que estejam afim de dançar com algo à la Kinks, quanto para pessoas que estejam afim de "viajar" com algo à la The Pretty Things...

No geral, "Cinema" é um álbum ousado e válido na discografia do Cachorro Grande. Por outro lado, é recomendável que a banda lembre da sua capacidade de conseguir resultados melhores em sua vertente mais rocker, deixando este trabalho em uma posição única na sua discografia. De qualquer forma, o grupo continua sendo um dos mais honestos e bacanas da atualidade no rock nacional.

Músicas:
1. O Tempo Parou/Sabor a Mi
2. Dance agora
3. Amanhã
4. Por Onde Vou
5. A Alegria Voltou
6. A Hora do Brasil
7. Diga o que Você Quer Escutar
8. Ela disse
9. Ninguém mais Lembra de Você
10. Luz
11. Eileen
12. Pessoas Vazias

Whiplash

Ferrari Scuderia Spider 16M at Goodwood Festival Of Speed 2009



Bafão na orelha

Presente de grego



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